Crônica - Jogo de Adivinhação

Sandra reparou quando Fábio entrou no ônibus. Ficou em pé lá na frente, por um tempo, olhando cada um dos assentos livres. E então veio em sua direção. Quando sentou ao seu lado, a pergunta veio tão inesperada que quase perdeu a fala.

- Se eu adivinhar o que você está ouvindo, podemos beber alguma coisa juntos?

Depois de uns instantes de hesitação, Sandra concordou.

- É L'impossible se Produit Parfois, de Claude Mesplé.

Claude Mesplé era um cantor francês desconhecido que tentava misturar folk com bossa nova. Era surpreendente alguém falar seu nome no Brasil, algo como falarem de Camilo Figueiredo na Arábia Saudita. O nome da música, em português, quer dizer O Impossível às Vezes Acontece.

Sandra o deu alguns segundos de silêncio para fazer suspense e então perguntou:

- Conhece algum restaurante que sirva vinhos franceses?

A pergunta no ônibus virou um encontro, o encontro virou um caso, o caso virou um namoro sério, o namoro sério virou um noivado. Cinco anos depois do primeiro encontro, batizado por eles de jour blanc - dia branco, ajoelhados no altar, ela cochichou a ele:

- Amor, no jour blanc, o MP3 estava desligado.

Ensino à Distância

Há pouco mais de um mês o leitor Alessandro me mandou uma mensagem perguntando o que eu achava da educação à distância. Por coincidência, na mesma semana eu assisti na televisão uma reportagem sobre o assunto e acabei me inteirando sobre a situação atual deste modelo de ensino.

Com o avanço das tecnologias de banda larga, começa a ficar interessante, sim, fazer cursos à distância. Melhor ainda se você tiver a oportunidade de, volta e meia, encontrar-se pessoalmente com um professor para tirar as suas dúvidas.

Tudo o que já falei sobre autodidatismo fica valendo para um curso à distância: é preciso ter disciplina, bastante força de vontade, compromisso e apoio familiar.

Por fim, claro, não vá gastar seu dinheiro em qualquer lugar. Procure por instituições reconhecidas por sua qualidade e seriedade.

Rita Cangalha

Depois de Nande Cangalha fazer absurdos com as músicas dos Beatles, Elton John e cia., eis que Rita Lee consegue a proeza de piorar o negócio. Sua versão nem engraçada ficou: