Aventura em Grupo

Bom, lá vamos nós então para uma nova aventura. Desta vez, uma história de vampiros. Sem muito rolo, vamos direto a ela.

Uma breve introdução:

Jeffrey Jones Adams é o jovem guitarrista, vocal e líder de uma banda de punk rock em ascensão. Sua vida era tão normal quanto possível, até aquela noite em que seu camarim foi invadido por aquele sujeito de rosto pálido e de capa preta: Jeffrey julgou ser apenas mais um fã excêntrico - pelo menos até que ele enterrou caninos afiados em seu pescoço, sorvendo seu sangue e sua vida. Para devolvê-la depois, totalmente diferente.

Depois de enfrentar os horrores da morte em vida, o tormento da sede de sangue e o temor pela luz de sol, Jeffrey terminou entendendo que havia se tornado um vampiro. Pouco depois dessa compreensão, recebeu a visita de seu criador, o tal "fã excêntrico". Ele contou-lhe alguma coisa sobre as leis que regem o mundo da escuridão, a existência de outros de sua espécie, e a cautela que deveria ter em relação a eles. Desapareceu logo em seguida, deixando apenas a promessa de que falaria mais algum dia.

Jeffrey tem uma namorada, que se chama Andrea, e um grupo de amigos chegados que compõem sua banda - The Lords of Insanity. Thomas (bateria), James (baixo) e Andrea (guitarra e back vocal) são humanos, nada sabendo sobre sua nova natureza. É melhor para todo mundo que continue assim, mas... até onde ele será capaz de levar uma vida normal?

O começo:

Já é alta madrugada quando vocês saem no palco. A danceteria estava cheia, o público exigiu bis duas vezes - e foram atendidos. Foi uma grande noite. Você, James e Thomas guardam os instrumentos quando Andrea enovela seu pescoço e comenta:

- Você parece meio nervoso. O que há? Parece que você viu um fantasma.

Você realmente havia visto "fantasmas". Com seus pobres sentidos mortais, o restante da banda não havia notado - mas você viu dois rostos muito brancos no meio da multidão, com evidentes olhares interessados. Gente como você, talvez. Desde que tornou-se um deles, você tem notado esses "espíritos" rondando: parecem-lhe sempre um tanto medonhos, inumanos.

Você devolve um olhar afetuoso para Andrea, enxuga o suor da testa e diz que está apenas cansado. Thomas aparece com sua costumeira expressão de malícia, divide o dinheiro da apresentação e pergunta se alguém está a fim de comer algo. Todos respondem que sim, exceto você - uma reação que provoca surpresa: nenhum de vocês come nada há horas.

A decisão:

Sair com a turma da banda ou ficar sozinho.

Respostas nos comentários e continuação na quinta.

Variedades Variadas

Antes de mais nada, hoje não tivemos o costumeiro post "Jornalecos" porque não consegui nenhum dos dois. Mas pelo menos posso deixar avisado que nenhum deles respondeu a mensagem que enviei na semana passada.

Assisti agora há pouco no Fantástico uma reportagem sobre pais que rastreiam os filhos, através do celular ou até mesmo via satélite, com localizadores instalados nos carros. Mesmo quando o assunto é cuidar dos filhos, acho isso uma puta invasão de privacidade. Acabei fazendo um leve exercício de futurologia. Aposto que daqui a algum tempo os pais mais paranóicos terão a possibilidade de implantar um chip em seus filhos logo nos seu primeiros anos de vida. Assim, os filhos nunca saberão que têm este rastreador em seus corpos e poderão ser vigiados em regime 24/7. É nessas horas que odeio tecnologia.

Preciso da ajuda de alguém que fale francês. Quem se habilita?

Amanhã começa a nova aventura em grupo. E, atendendo a pedidos, vamos ter capítulos nas segundas e nas quintas. Satisfeitos?

Ao pessoal que chega aqui vindo do The Rocket Man, aguardem umas novidades para essa semana. Estou terminando a tradução do livreto de mais dois discos: Here and There e Goodbye Yellow Brick Road.

O Zack colocou lá no blog dele uma versão muito legal da música Time After Time para download. Visitem!

Finalmente, vem aí:
- Amizades Virtuais são Passageiras
- Eu te amo, Brasil
- Conversa de Avô e Neto
- Verdade, Beleza, Liberdade e Amor
- Mário by Elton John

Participação Especial

Eu não conheço o Roberto muito bem, trocamos só uns poucos emails e nunca nos vimos pessoalmente, mas ele é colega do meu primo. E se meu primo diz que é gente boa, então é porque não vale nada. Mas bem, brincadeiras à parte, o Roberto é visitante assíduo do Sarcófago (e gente boa mesmo) e pediu para que eu publicasse um texto dele por aqui. Portanto, com vocês... "Do Começo ao Fim":

O sol já brilhava quando os dois acordaram no mesmo quarto de hotel em que haviam passado a primeira lua-de-mel quinze anos antes.
Essa já era a terceira tentativa de salvar o casamento mas não estava dando certo.
Apesar da vista maravilhosa, o clima ideal para os casais fazerem amor e se curtirem o dia inteiro no aconchego do quarto, ambos tomaram banho e desceram para o restaurante do hotel para tomar o café da manhã.
Quando se conheceram no começo dos anos oitenta, eles eram muito jovens, a vida parecia um sonho e o mundo um desafio a ser conquistado.
Havia uma certa distância no modo de vida dos dois e, visto de fora, aquela relação não tinha nada para dar certo, mas os dois logo se apaixonaram e fizeram juras de amor eterno.
Um era inseguro, o outro achava que tinha toda a segurança do mundo.
Ambos ingênuos.
Tudo era uma maravilha quando estavam só os dois, mas se precisavam se relacionar com o mundo, as diferenças logo apareciam.
Os ciúmes, as brigas, os desentendimentos.
Idas e vindas, sexo gostoso, às vezes animal, o cheiro um do outro fazendo ambos enlouquecerem de tesão, capazes de loucuras para acabar com a urgência do sexo.
Eles foram crescendo e achavam que o que sentiam um pelo outro era amor, mas de certa forma era um tipo de possessividade que não deixava que se separassem de uma vez por todas sem que um procurasse o outro quando se sentisse sozinho.
Os anos se passaram e finalmente, quando todos achavam que seria o fim, se casaram depois de uma temporada longe do mundo conhecido dos dois.
Este foi o período mais quente e apaixonado.
No começo do casamento ainda conservavam o calor do começo de namoro, talvez devido ao período de ¿exílio¿.
O único filho nasceu no começo do segundo ano de casados, o que os uniu mais ainda.
Mas não por muito tempo.
O mundo que os cercava era cruel e eles ainda muito jovens para entendê-lo.
Ambos ingênuos, se deixaram levar pelo resto do mundo.
Mais ciúmes, brigas, desentendimentos.
Ambos não queriam que aquilo terminasse desse jeito e se refugiaram no hotel da primeira lua-de-mel.
Se entenderam, mas uma ferida ficou aberta, ainda por cicatrizar.
O sexo já não era mais tão freqüente e a relação foi esfriando.
O cheiro dos corpos um do outro já não dava mais aquele tesão.
O que ainda os unia era o filho que crescia a cada dia e ficando mais ligado aos dois, mas mesmo assim era difícil viver com uma pessoa que não está lá quando se precisa.
Mas o mundo ainda estava lá e a insegurança e ingenuidade de um e o excesso de segurança e ingenuidade do outro, trouxeram mais ciúmes, brigas, desentendimentos, traições.
O clima pesado.
Já não se dirigiam a palavra para dizer bom dia...
Depois de anos vivendo dessa maneira, fizeram a terceira tentativa de reconciliação.
Mas já não se suportavam mais.
O refúgio do começo dos tempos parecia mais uma extensão de sua casa.
E quando chegaram na noite anterior foram direto para a cama e dormiram de costas um para o outro.
A noite não foi de amor selvagem... Sem ¿bom dia¿ pela manhã...
Definitivamente era o fim.