Minha Biblioteca Técnica - Parte II

Segue aí a segunda parte da lista de livros que tenho na minha biblioteca técnica. A primeira parte pode ser lida aqui.







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Padrões de Acesso a Dados: Na esteira da temática dos padrões, este livro, como o nome já denuncia, cataloga uma série de soluções comuns para lidar com o acesso a dados, indo desde a criação de um ponto único para geração de instruções SQL até estratégias de cache de dados. É uma excelente fonte de informação, evitando que os programas se tornem uma intrincada macarronada onde tarefas de negócio e de persistência se misturam indiscriminadamente. Não tem edição em português.


Programação Extrema Explicada: Na minha faculdade eu quase cheguei a estudar sobre a metodologia XP, mas infelizmente, por troca de professor, acabamos estudando ASP. Por isso, comprei o livro para entender melhor como funciona esta metodologia de desenvolvimento. Apesar de bem interessante, ele não me foi muito útil naquela época porque eu não trabalhava numa equipe, daí muitos conselhos eu não pude aproveitar. Hoje, como faço parte de uma equipe, tenho certeza de que uma relida nele renderá bons frutos.


Redes de Computadores: Na época em que eu estava fazendo várias provas para concursos, vi que precisava entender bem mais sobre redes e este me foi apontado como o livro essencial sobre o tema. E é realmente excelente, cobrindo do hardware mais básico ao software mais avançado. Eu escrevia os artigos para o Vovó Viu a Rede com base no que aprendia com este livro. Infelizmente, com minha troca de emprego, cidade e estado civil, tive que interromper a sua leitura, mas com certeza irei retomá-la em breve.



Design com Multi-Paradigmas em C++: Por enquanto, é o único livro da minha biblioteca voltado para uma linguagem específica. Nele, o autor defende a tese de que programar em C++ utilizando apenas o paradigma de orientação a objetos é desperdiçar todo o poder de fogo da linguagem, algo como comprar um computador só para ouvir música. Ele sugere utilizar, ao mesmo tempo, em um mesmo sistema, vários recursos que vão além da orientação a objetos, como os templates e funções sobrecarregadas, apresentando técnicas de modelagem que indicam a melhor técnica de desenvolvimento e implementação dessas soluções. Já o li uma vez e achei bem difícil de entender, tanto por sua linguagem acadêmica demais, tanto por usar recursos de C++ que eu não faço a mínima idéia do que sejam. Não tem edição em português.


The Timeles Way of Building: não tem nada a ver com informática e fala apenas de arquitetura, mas é o livro que inspirou os autores de Padrões de Projeto. Ele mostra como existem soluções recorrentes para problemas recorrentes na construção de qualquer tipo de prédio, e demonstra como reconhecê-los e aplicá-los durante o projeto deles. Familiar, não? É um excelente texto que me fez ver os sistemas com outros olhos. Não tem edição em português.


Introdução ao Rational Unified Process: Este livro tinha tudo para ser um dos meus favoritos, mas a edição que comprei é tão ruim que eu mal consegui chegar à página 20. Mal-acabado e recheado de erros crassos de tradução, afasta os leitores que querem saber mais sobre o processo unificado da Rational. Ainda vou comprar uma edição decente para poder ler e aprender mais sobre esta metodologia de desenvolvimento.

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Veja outros artigos que já escrevi sobre análise de sistemas e afins

Visão do Local de Trabalho

Mosteiro de São Bento, Baía da Guanabara e Ponte Rio Niterói.

Esta é a visão que tenho da sala onde trabalho.



Sobre Ofender Quem Faz Melhor Que Nós

Modéstia à parte, eu digito muito bem. Bem pra caralho, pra ser claro. Quando me formei na datilografia (sim, crianças, eu fiz curso de datilografia), eu cheguei a bater 290 toques por minuto. No computador do cartório, acho que devo ter chegado a uns 450, 500 toques. (Né, Thiago?).

Até eu acabo me assustando com minha velocidade, mas pra mim é algo extremamente natural. Eu não preciso de olhar para o teclado para digitar nada. Sabe o Elton John tocando piano? Sabe o Eric Clapton tocando guitarra? É nesse nível.

Tanto que se eu estiver digitando alguma coisa e uma pessoa vier falar comigo, eu viro a cabeça, converso naturalmente com a pessoa e continuo digitando normalmente. Sim, eu sei que é esquisito, mas é assim que acontece.

Como isso não é uma coisa comum, todo mundo se assusta.

- Caramba, quê isso?! Você não está digitando certo!

E vêm olhar a tela do meu computador, só para comprovar que eu realmente estava digitando e que estava digitando tudo certo.

Se a opinião deles acabasse aí, tudo bem. Se eu me surpreendo, nada mais justo que as outras pessoas também se surpreendam. Mas muitas vezes a coisa não acaba aí. Já ouvi, acreditem, frases assim quando eu continuo digitando:

- Seu corno filho da puta, pare de digitar enquanto fala comigo!

Aqui entramos na parte filosófica da questão toda: é justo reclamar de alguém - e pior, ofender alguém - porque ela faz algo que você não é capaz de fazer? Eu pergunto isso às pessoas, porque eu sinceramente quero entendê-las, saber o que elas pensam, mas ninguém tem uma resposta. Geralmente é só ah, deixa de ser ridículo.

Elas simplesmente não têm uma explicação decente para isso. Seu raciocínio é simples e claro: Mário faz algo bem; eu não sei fazer igual; Mário está fazendo na minha frente; então Mário é ridículo/corno/filho-da-puta. Algumas chegam até a se ofender quando eu lhes faço a pergunta.

Mas, digam-me, é justo isso? Imagine que você está em um ginásio assistindo a uma competição de ginástica artística, a Daiane dos Santos sobe lá no tablado e faz aquelas coisas sensacionais que ela sabe fazer. Um maluco, então, corre à beira do tablado e grita pra ela:

- Ei, sua anã preta filha duma puta! Vamos parar com essa porra de duplo twist carpado? Eu não consigo fazer isso, então pare de se exibir, sua piranha!

Claro que não é justo! A pessoa que faz algo bem se preparou para conseguir aquilo, então que faça. Eu fico imaginando estas pessoas na academia, brigando com alguém do lado só porque a pessoa está levantando cinquenta quilos, enquanto ela própria só consegue levantar cinco.

Vai ter leitora alegando que a Daiane está numa competição, então tem que fazer o seu melhor, e que eu conversar com alguém enquanto digito (ou digitar enquanto converso com alguém, sei lá) é pura exibição, mas, peralá!

Eu não sei cozinhar quase nada, sou uma negação pilotando um fogão, mas isso é motivo de eu reclamar da minha esposa quando ela conversa comigo enquanto está cozinhando aquele estrogonoffe delicioso que só ela sabe fazer? (Ei, pára de mexer nesse frango enquanto fala comigo, sua maluca!) Claro que não.

Sorte minha que eu não me incomodo com a reclamação dos outros. Se estou digitando e alguém vem falar comigo, eu continuo digitando normalmente. Que xinguem à vontade.