Muitas - a maioria - das dicas que ele dá eu já aplico no meu dia a dia, pra evitar que o relacionamento se desgaste, e por isso não aprendi muita coisa nova com ele, mas deu pra rir um bocado, principalmente quando ele fala de sexo. Essa é a parte mais deliciosa do livro, geradora de gargalhadas. Anotei algumas para a sua apreciação:
"Para cultivar uma boa vida sexual, é importante ocasionalmente satisfazer nossas necessidades sem depender do parceiro ou parceira."
O que ele quis dizer com isso? Ou ele diz que devemos trair a pessoa com quem estamos, o que é uma heresia, ou está sugerindo que masturbe-mo-nos, o que é hilário.
"Mesmo assim, ainda é importante fazer todo tipo de sexo - sexo depois de uma noite romântica ou simplesmente uma rapidinha entre dois compromissos. Quando o homem sente que sua parceira é tão entusiasmada com sexo quanto ele, está livre para abrir mais completamente o seu coração."
Lindo, romântico, é um orgasmo poético, e quase que uma negociação sexual: "amor, abra-me tua vagina e abrir-te-ei meu coração..."
"Em última análise, o que liberta o homem do estresse do trabalho é sexo. A satisfação sexual, mesmo numa rapidinha ou sozinho no chuveiro, o ajuda a se livrar temporariamente das suas preocupações e estabelece a ligação com sua parceira."
Na verdade, o que libera mesmo do estresse é o uso da força física, seja lá correndo, pedalando, puxando ferro ou fazendo sexo. Mas é uma boa dica. Só estou tentando entender até agora a questão do restabelecimento da ligação com a parceira.
Amanhã: mais trechos comentados.
Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus - Livro dos Dias - John Gray
Depois de dois clássicos seguidos, parti para uma literatura mais moderna. Peguei para ler este livro cujo nome é uma obra prima da concisão. Antes de começar a ler, eu achava que se tratava de um romance, através do qual o autor iria explicar o motivo da diferenciação. Ledo engano.
Na verdade, é um livro de auto-ajuda, que não precisa ser lido linearmente. Ele traz 365 pequenos textos que se propõem a ajudar as pessoas a terem um relacionamento melhor. Ele foca principalmente em pessoas que já estejam casadas ou em um relacionamento estável, e raras vezes fala de encontros esporádicos ou de separação.
De cara, por não ser o que eu estava esperando que ele fosse, achei que ele iria acabar fondo, mas segui em frente e continuei a ler o livro até o final. E foi bom.
Ele traz muitas dicas interessantes para evitar que relacionamentos terminem ou se tornem desinteressantes, como a óbvia "não caia na rotina". Aliás, muita coisa que ele fala é óbvio, mas a gente sempre tem problema de enxergar o óbvio, não é? Então, alguém escreve um livro juntando uma frase de efeito aqui e outra ali, põe um título chamativo e vira best-seller.
A pior característica que encontrei no livro foi o fato de ele ser cíclico. Depois de ler metade do livro, você pode ter certeza de que já leu tudo o que tinha que saber. John Gray sempre volta a um ponto que já falou, e repete suas idéias uma vez atrás da outra.
Primeiro aprende-se o básico: a mulher, para se sentir amada, tem que ser ouvida e o homem, para se sentir amado, tem que se sentir respeitado. A mulher, pra relaxar, tem que falar, o homem tem que trepar. Coisas assim. A partir deste ponto, anda-se um pouco para cada lado, mas sempre volta-se ao marco de partida, para então falar de uma coisa que já foi dita e voltar ao começo e fazer tudo de novo. Fica até maçante no final. Há frases exatamente iguais.
Amanhã: trechos do livro comentados.
Na verdade, é um livro de auto-ajuda, que não precisa ser lido linearmente. Ele traz 365 pequenos textos que se propõem a ajudar as pessoas a terem um relacionamento melhor. Ele foca principalmente em pessoas que já estejam casadas ou em um relacionamento estável, e raras vezes fala de encontros esporádicos ou de separação.
De cara, por não ser o que eu estava esperando que ele fosse, achei que ele iria acabar fondo, mas segui em frente e continuei a ler o livro até o final. E foi bom.
Ele traz muitas dicas interessantes para evitar que relacionamentos terminem ou se tornem desinteressantes, como a óbvia "não caia na rotina". Aliás, muita coisa que ele fala é óbvio, mas a gente sempre tem problema de enxergar o óbvio, não é? Então, alguém escreve um livro juntando uma frase de efeito aqui e outra ali, põe um título chamativo e vira best-seller.
A pior característica que encontrei no livro foi o fato de ele ser cíclico. Depois de ler metade do livro, você pode ter certeza de que já leu tudo o que tinha que saber. John Gray sempre volta a um ponto que já falou, e repete suas idéias uma vez atrás da outra.
Primeiro aprende-se o básico: a mulher, para se sentir amada, tem que ser ouvida e o homem, para se sentir amado, tem que se sentir respeitado. A mulher, pra relaxar, tem que falar, o homem tem que trepar. Coisas assim. A partir deste ponto, anda-se um pouco para cada lado, mas sempre volta-se ao marco de partida, para então falar de uma coisa que já foi dita e voltar ao começo e fazer tudo de novo. Fica até maçante no final. Há frases exatamente iguais.
Amanhã: trechos do livro comentados.
Aventura-Solo - Parte VII
Você termina de subir as escadas até o andar onde ficam os aposentos dos padres. Está tudo apagado, com exceção de uma única porta no final do corredor. Caminha sorrateiramente pelas portas dos quartos, sem emitir um único som, indo até a porta semiaberta.
Colando o ouvido à porta, você escuta murmúrios dentro do aposento. Como se alguém estivesse recitando versos em alguma língua desconhecida. Você aperta o seu punhal contra o peito, com medo.
Você entra e o ocupante do quarto reage assustado, como se fosse pêgo de surpresa. É Malcolm, o chefe do mosteiro - ou, pelo menos, se parece com ele à primeira vista. Um olhar mais atento revela que a criatura nem ao menos é humana: vestindo as roupas de Malcolm está um hediondo ser de pele avermelhada e escamosa, repleta de espinhos. Ostenta na cabeça um par de chifres longos e recurvados. Asas longas e membranosas achavam-se dobradas sobre suas costas. Suas mãos pareciam garras reptilianas, segurando um amuleto com uma jóia esverdeada do tamanho de um punho.
No chão do quarto, riscado com cera, pó de prata e sangue, um pentagrama com três velas acesas em cada ponta. No centro do pentagrama, uma tigela de barro contendo o que parece ser um coração humano.
- O que você está fazendo aqui, Johnattan?
A voz é de Malcolm!
Você faz menção de fugir, mas os músculos de suas pernas não respondem. Tenta gritar, mas o som não deixa sua garganta. Fica parado lá, olhando para o demônio. Malcolm aproxima-se, a luz dos relâmpagos faiscando em suas escamas.
O ser explica que é um demônio que vive naquela região já há séculos. Fala de onde veio e quais são os seus interesses. Por fim, risca seu peito com a garra do indicador, sem que você consiga mover-se. Ele desenha um pequeno pentagrama invertido e recita alguns versos. A figura queima em sua pele, fixando-se como uma cicatriz macabra. Ele diz que você pode continuar a investigar, se quiser, e que agora deve voltar para o seu quarto.
Com o pentagrama no peito, como convencer seus amigos Inquisidores de que você não é um adorador de demônios? É claro que eles acreditariam em você se contasse toda a história... ou não. Você mesmo viu pessoas que negaram seu envolvimento com demônios até o fim, e ainda assim foram queimadas vivas. Os Inquisidores não tiveram nenhum tipo de piedade, nem acreditaram nas histórias daqueles feiticeiros. Bem, com você seria diferente. Afinal, é um padre, não é?
Você volta para sua cama e tenta dormir, apesar de tudo o que aconteceu. Com o tempo, o sono acaba chegando. Ao despertar, vai tomar café e descobre que seu amigo Heitor morrera.
E agora, vocês preferem realizar investigar mais ou já se dão por satisfeitos e voltam para casa?
Colando o ouvido à porta, você escuta murmúrios dentro do aposento. Como se alguém estivesse recitando versos em alguma língua desconhecida. Você aperta o seu punhal contra o peito, com medo.
Você entra e o ocupante do quarto reage assustado, como se fosse pêgo de surpresa. É Malcolm, o chefe do mosteiro - ou, pelo menos, se parece com ele à primeira vista. Um olhar mais atento revela que a criatura nem ao menos é humana: vestindo as roupas de Malcolm está um hediondo ser de pele avermelhada e escamosa, repleta de espinhos. Ostenta na cabeça um par de chifres longos e recurvados. Asas longas e membranosas achavam-se dobradas sobre suas costas. Suas mãos pareciam garras reptilianas, segurando um amuleto com uma jóia esverdeada do tamanho de um punho.
No chão do quarto, riscado com cera, pó de prata e sangue, um pentagrama com três velas acesas em cada ponta. No centro do pentagrama, uma tigela de barro contendo o que parece ser um coração humano.
- O que você está fazendo aqui, Johnattan?
A voz é de Malcolm!
Você faz menção de fugir, mas os músculos de suas pernas não respondem. Tenta gritar, mas o som não deixa sua garganta. Fica parado lá, olhando para o demônio. Malcolm aproxima-se, a luz dos relâmpagos faiscando em suas escamas.
O ser explica que é um demônio que vive naquela região já há séculos. Fala de onde veio e quais são os seus interesses. Por fim, risca seu peito com a garra do indicador, sem que você consiga mover-se. Ele desenha um pequeno pentagrama invertido e recita alguns versos. A figura queima em sua pele, fixando-se como uma cicatriz macabra. Ele diz que você pode continuar a investigar, se quiser, e que agora deve voltar para o seu quarto.
Com o pentagrama no peito, como convencer seus amigos Inquisidores de que você não é um adorador de demônios? É claro que eles acreditariam em você se contasse toda a história... ou não. Você mesmo viu pessoas que negaram seu envolvimento com demônios até o fim, e ainda assim foram queimadas vivas. Os Inquisidores não tiveram nenhum tipo de piedade, nem acreditaram nas histórias daqueles feiticeiros. Bem, com você seria diferente. Afinal, é um padre, não é?
Você volta para sua cama e tenta dormir, apesar de tudo o que aconteceu. Com o tempo, o sono acaba chegando. Ao despertar, vai tomar café e descobre que seu amigo Heitor morrera.
E agora, vocês preferem realizar investigar mais ou já se dão por satisfeitos e voltam para casa?
Assinar:
Postagens (Atom)