O Espectro Assassino - Parte V

Na época que escrevi este texto, a professora tinha pedido pra gente escrever uma história que tivesse dois finais diferentes: um feliz e um ruim. Aqui estão, então, os dois possíveis finais para a saga.

1º Fim - Feliz

O garoto foi amarrado numa cadeira, o padre rezou, jogou água benta no garoto, encostou-lhe a cruz e outras coisas, e conseguiu. O garoto deu um urro alto, e o Espectro Assassino saiu do seu corpo e disse:

- Eu voltarei, eu voltarei, eu voltareeei!!!

E desapareceu.

A cidade, depois de alguns anos estava reconstruída, e voltou a ser como antes: calma e bonita. Porém, aqueles "dias de horror" jamais serão esquecidos pelo povo daquela cidade.


2º Fim - Trágico

O garoto foi amarrado numa cadeira, o padre rezou, jogou água benta no garoto, encostou-lhe a cruz e outras coisas, mas não conseguiu. O garoto tomou a forma do Espectro Assassino e matou as pessoas que estavam ali. Depois chamou as almas que vagavam na Cripta da Morte, e junto com elas, matou toda a população que restava na cidade e depois a destruiu com raios que saíam de seus olhos.

Depois que tudo foi destruído ele voltou para sua Cripta da Morte, junto com as almas. E ficou jogando bola de gude.

E pra quem pensou que tinha realmente acabado, aguardem que tem mais. Na semana seguinte em que escrevi O Espectro Assassino a professora pediu outra redação, e para sofrimento dela, eu escrevi O Espectro Assassino 2, que em um par de dias também vai sair publicado aqui. Aguardem...

O Espectro Assassino - Parte IV

A cidade entrou em pânico, pessoas se mudavam; outras se enchiam de objetos, cordões e outras coisas. Chegavam rezadeiras, pais e mães de santo e outros para afastar os "maus espíritos"; chegavam repórteres do mundo inteiro para fazer reportagens sobre as chacinas; e outros.

No quarto dia após a sua primeira aparição, ele apareceu mais uma vez, e trouxe consigo almas - vindas da Cripta da Morte - para ajudá-lo nos assassinatos que iria fazer naquele dia. Junto com elas, matou os repórteres, rezadeiras e pais e mães de santo que estavam na cidade.

No outro dia, era uma tradição na cidade de todas as crianças que ali [viviam] deviam ficar fantasiadas, uma tradição que começou no início do século. Algumas crianças se fantasiaram de Batman, Super-Homem, Fadas, etc. Mas teve um garoto que ficou marcado: estava fantasiado de Diabo.

O Espectro Assassino achou que o menino devia ser "um dos seus" e resolveu encarnar nele. O garoto estava sozinho, o Espectro Assassino chegou e encarnou no garoto, mas ele não saiu destruindo tudo, e sim, falava coisas estranhas, chutava as paredes, tornou-se violento, etc., até que acharam que devia ser exorcizado. Foi chamado um padre muito conhecido para fazer o exorcismo do garoto.

Continua...

O Espectro Assassino - Parte III

Após essa chacina, vários grupos policiais da cidade e até de cidades vizinhas foram chamados para proteger a cidade dos ataques que ninguém sabia explicar como aconteciam.

No outro dia, o Espectro Assassino apareceu novamente, ele veio da selva - que rodeava a cidade -, por ali, haviam três policiais, ele surgiu e agarrou um deles, arrancou-lhe a cabeça e tomou o seu sangue. Os outros dois policiais ficaram na frente e atrás do Espectro Assassino, e atiraram. Porém, as balas atravessaram o seu corpo, matando o policial que estava do outro lado, depois ele arrancou os corações dos dois policiais e comeu-os. Então ele foi passando pelas ruas da cidade, matando os policiais com sua foice, degolando-os. Matou todos os policiais que ali estavam e foi para sua Cripta da Morte, para esperar outro dia jogando bolas de gude com os olhos de pessoas que ele havia matado em outras cidades do mundo.

Apesar de saberem que na sua última chacina o Espectro Assassino veio da selva, um grupo de cinco rapazes foi fazer um passeio até a Cachoeira Azul, que ficava no meio da mata fechada. Eles saíram em fila indiana, mas mal sabiam que o Espectro Assassino estava à sua espera. Já tinham andado uns dez minutos, quando ouviram um gemido do meio da mata fechada. Pararam. Sentiram vontade de voltar, mas resolveram continuar, pois não ouviram mais nada. Já andavam um pouco afastados uns dos outros, quando de repente, o Espectro Assassino puxou o último da fila para o meio da mata, arrancou-lhe o coração e jogou-o de volta para a trilha. Os outros quatro não perceberam e continuaram andando; uns dez minutos depois, o Espectro Assassino puxou o último da fila para dentro da mata, tirou-lhe a pele como que se descascasse uma banana e jogou-o de volta à trilha. Fez isso com o terceiro e com o segundo da fila, e o primeiro não estava nem aí, pios estavam andando em silêncio. De repente ele ouviu um urro muito alto, vindo de trás de si. Parou. Virou-se devagar e deu de cara com o Espectro Assassino, que cortou sua cabeça, tomou o seu sangue, despedaçou o seu corpo e levou seus olhos para sua Cripta da Morte.

Continua...