Da Caneca

Tenho uma caneca que mandei fazer. Na sua estampa estão o logo e os personagens de um jogo de vídeo game que joguei até enjoar na década de 90. Às vezes eu olho pra ela e fico me perguntando se não estou sendo infantil. Será que eu, homem crescido já perto da casa dos 40, não deveria abandonar as memórias de joguinhos eletrônicos?

Então lembro que tem gente que anda por aí com camisa de time de futebol, outros que vão pro cinema ver estreia de filme empunhando sabres de luz e outros que tatuam nas costas o nome do futuro ex.

Todos temos nossos refúgios. Aquilo nos traz algum conforto, alguma alegria. Algo que nos dê gostinho de nostalgia e faça lembrar que a vida tem sim seus momentos legais. Nada mais humano.

Aí olho mais uma vez pra caneca, e tá tudo bem.

Filme: Porra, João!!

Este semestre, na faculdade de cinema, o professor de Oficina de Vídeo Processo I propôs um exercício: fazer uma vídeo-carta. Foi um trabalho em dupla feito sem interação entre os dois alunos: um gravava o áudio da carta e alguns sons, o outro montava o vídeo.

Daí nasceu o curta Porra, João!!, que está aí embaixo. Minha colega Letícia escreveu e narrou a carta, eu fiz a filmagem e a edição.

Fica o agradecimento à minha esposa, que atuou, e à Letícia, que escreveu essa carta que gostei tanto de filmar.



#NovembroNegro

Durante o mês de novembro publiquei algumas histórias tristes no Facebook, todas marcadas com a hashtag #NovembroNegro.

A ideia por trás dessa hashtag foi fazê-la servir de lembrete de qua a vida também é dor, muito além dos sorrisos constantes nas fotos de rede social. Foi pra lembrar que além das fotos de trilha, dos recordes de quilômetros corridos, das noites em hamburguerias, as pessoas também carregam dores e cicatrizes e que a vida não é um mar de rosas.

Mas há um segundo lembrete, tão importante quanto: o de que apesar de todas as dores e de toda a lama mental que uma pessoa possa carregar, ainda assim a vida segue em frente. Que não é preciso se enterrar nessa lama para nunca mais sair.

Um choque de realidade pra quando se está nas nuvens e uma mão estendida pra quando se está no fundo do poço.