Sarcófago, por Mário Marinato

Minha Biblioteca Técnica - Parte I

Já falei antes sobre a importância da leitura para profissionais da área de informática. Como estou montando para mim uma pequena biblioteca técnica, resolvi compartilhar com vocês a lista de livros que já tenho. Alguns não têm edição em português, o que é apenas mais um incentivo para que você vá estudar inglês.

Se você está pensando em adquirir algum e saca inglês, deixo a dica de pesquisar o preço das edições originais. Em alguns casos eles saem bem mais baratos que as edições nacionais, ainda mais em tempos de dólar baixo.

Aí vai, então, a primeira parte da lista.



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Utilizando UML & Padrões: O primeiro livro técnico que li, o que contribuiu bastante para que eu desse valor desde cedo aos companheiros folhudos. Li a segunda edição lá pela metade da faculdade e quando a terceira foi publicada não pensei duas vezes antes de comprá-la. Craig Larman trata de dezenas de assuntos com os quais devemos lidar durante um projeto, desde a descrição de casos de uso até a indicação de boas soluções baseadas na orientação a objetos, ao mesmo tempo em que detalha todos os pontos importantes da UML. Recomendável para aqueles que já estão no ramo há um certo tempo e precisam aprimorar suas habilidades.


Padrões de Projeto: Um dos livros mais influenciadores que há, citado na bibliografia de centenas de obras, copiado por muitos e inspirador de outros tantos. É um catálogo de soluções comuns e genéricas para problemas recorrentes. Apesar de essencial, não é um livro fácil. Este é o tal do qual falei certa vez sobre já ter comprado há um bom tempo mas nunca ter terminado de ler, por não conseguir entendê-lo. Agora que já tenho mais uns anos de experiência nas costas estou tentando mais uma vez. O pouco que já li e entendi me fez um programador melhor. Recomendo para quem já tem uma longa estrada percorrida.


Code Complete: Um dos livros mais iluminadores que já li. Ele trata de como escrever código melhor. Ao contrário do que parece, ele não é um livro que ensina a programar, mas sim a programar melhor. Você precisa saber o básico de programação para poder aproveitar o que ele tem a oferecer. O livro trata das mais variadas facetas do trabalho de programar: como tratar erros, como escrever comentários, técnicas de indentação, como nomear classes, métodos e variáveis, tuning, programação defensiva, entre muitos, muitos outros. Uma característica interessante do livro é que ele não se prende a uma linguagem de programação específica. Há exemplos em Java, Visual Basic, C++, PHP, entre muitas outras. Deveria ser obrigatório para todos aqueles que trabalham na área.


Refatoração: Um extenso catálogo de maneiras de modificar o código de um programa sem modificar seu funcionamento, mas aperfeiçoando sua organização, tornando-o mais claro, limpo e fácil de manter. Tem desde técnicas simples para mover métodos até extensos processos de reorganização de hierarquias de classes. Sabe aqueles recursos de refatoração que você encontra no Eclipse, no NetBeans e em outras IDEs? Todas estas idéias saíram deste livro. A diferença é que nele há muito mais informação, como o porque de cada refatoração. Recomendo do iniciante ao experiente.


Explicando Padrões de Projeto: Uma excelente introdução ao mundo dos padrões. Se não é tão extenso quanto o livro Padrões de Projeto, é, em contra-partida, muito mais fácil. Seus autores, com o uso de um único e gigantesco exemplo, mostram como os padrões podem ajudar no desenvolvimento de projetos bem feitos.


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Veja outros artigos que já escrevi sobre análise de sistemas e afins

Revistas On-Line

Eu adoro ler. Jornal, revista, artigo, blog, livro, twitter, bula de remédio, rótulo de lata de extrato de tomate... qualquer coisa que caia na minha mão é devidamente devorado.

Mas com o tempo eu fui vendo que não é muito divertido você comprar tudo o que quer ler. Não apenas por conta do dinheiro que você gasta, mas também pelo volume ocupado depois pelo que você comprou. E é um volume inútil porque, afinal de contas, você raramente lê alguma coisa mais de uma vez. Geralmente você compra uma revista e depois ela fica lá largada na estante da sala até que alguém resolva guardar num canto do guarda-roupas ou então jogar fora.

E não dá uma tristeza danada jogar papel fora? Minha consciência pesa quando faço isso, mas é o jeito.

Ainda espero pelo dia em que os e-readers como o Kindle se tornem baratos e tão lugar comum quanto os mp3 players que carregamos em nossas bolsas. Mas até lá eu gostaria muito que os jornais e revistas vendessem seu conteúdo na íntegra, pela internet, a preços bem mais acessíveis. Acredito que o número de vendas seria muito grande.

Exemplo: a revista Rolling Stone publicou uma matéria sobre as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos. Eu fiquei com uma vontade daquelas de ler a matéria, mas desanimei, por ter que pagar por uma coisa que vou ler apenas uma vez e que depois vai ficar ocupando espaço da minha estante (e, mais tarde, da minha lixeira). Já na edição online, é possível ver apenas as dez primeiras músicas da lista. (Update: descobri que depois que a edição posterior foi lançada, já é possível ver a lista completa)

Não seria muito mais interessante se a gente pudesse pagar um preço justo para ler a edição online? Já que a editora não gastaria nada com papel, com transporte, com intermediários, etc e tal, o preço da edição virtual poderia ser uma coisa bem barata, coisa de, sei lá, um real. Aí você teria acesso para ler somente aquela revista, online, quando quisesse.

Outro exemplo: eu adoro ler o Segundo Caderno dO Globo que sai às terças feiras, porque traz matérias sobre música. Mas, puta merda, pagar por um jornal inteiro só pra ler duas páginas é sacanagem. Eu pagaria, de muito bom grado, uns centavos para poder ler as matérias online.

Algumas revistas, como a Época, já oferecem o conteúdo online, mas para quem já é assinante. Isso é uma mistura do mundo atual e do mundo ideal: o leitor tem a facilidade de ler a revista online mas ainda assim é obrigado a ficar com a edição em papel.

Copa do Mundo e Olimpíadas: Voluntariado

Eu não sei vocês, mas achei excelente a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Muita gente anda falando que vai ser a maior mamação de dinheiro da história do Brasil, que pode não dar certo, coisa e tal.

Sim, eu sei que todos estes problemas vão acontecer em maior ou menor grau, mas não dá pra negar sua importância para o Brasil e que serão eventos gigantescos, lindos, inesquecíveis.

E eu, claro, quero participar. Não quero ser apenas um sujeito passivo que vai ver a maratona passar. Eu quero dizer que, mesmo fazendo pouco, ajudei a tornar reais estes eventos.

As inscrições para a Copa 2014 ainda não estão abertas, mas já fiz meu cadastro para as Olimpíadas 2016.

E vocês, queridas leitoras, vão estar lá também?

Buzinas

Eu sou uma fábrica de ideias. Passo o dia inteiro tendo tudo quanto é tipo de ideias e teorias sobre qualquer coisa que passe pela minha cabeça. Uma que volta e meia me tem vindo à mente é sobre buzinas.

Desde que vim trabalhar no Rio de Janeiro passei a ter noção do quanto é sacal ficar trancado em um ônibus três horas por dia ouvindo buzinas para todos os lados. Os inventores do mp3 player têm um lugar cativo no meu coração, pois não sei o que seria da minha vida se não pudesse passar esse tempo ouvindo música.

Não consigo entender o que leva um boçal, que é o quarto ou quinto de uma fila de carros, a buzinar desesperada e freneticamente assim que o sinal abre. Ele acha o que? Que a sua buzina tem um poder mágico de empurrar os outros carros para a frente?

Aí vem a minha teoria sobre as buzinas: elas poderiam ter um número limitado de usos. E por limitado eu digo limitado mesmo, coisa de quinze a vinte buzinadas. Buzinou vinte vezes, já era, babau, vai ter que comprar outra. Buzina de moto, então, deveria durar menos tempo ainda.

Aposto que o mundo seria um lugar melhor de se viver.

Assim será minha monografia

Introdução

Capítulo 1 - O Que é Mineração de Dados

Dados - Informação - Conhecimento

1.1 - Definição
1.2 - História
1.3 - Funcionamento
1.3.1 - Resultados possíveis
1.3.2 - Algoritmos
1.4 - Exemplos


Capítulo 2 - Como o Weka Funciona

2.1 - História
2.2 - Interface
2.2.1 - Explorer
2.2.2 - Fluxo de Conhecimento
2.2.3 - Experimenter
2.2.4 - Linha de Comando
2.3 - Extensibilidade
2.4 - Biblioteca acessável externamente


Capítulo 3 - Estudo de Caso

3.1 - Sobre a cadeira
3.2 - Descrição do trabalho
3.3 - Resultados


Conclusão

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A introdução e a abertura do primeiro capítulo estão prontas. Querem ler?