Porque Não Acompanho o Noticiário

Porque, sinceramente, qual é a importância de saber que uma casa caiu em Nova Iguaçu? Ou que uma professora foi assassinada durante um protesto na França? Ou que uma criança foi abandonada num carro no centro de Maceió?

Diversas casas caem todos os dias, diversas pessoas são assassinadas todos os dias, diversas crianças são abandonadas todos os dias. Aí os jornais pinçam um caso e ficam martelando em cima dele durante dias, alimentando um espírito de indignação e revolta só pra atrair audiência e dinheiro de anunciantes. É explorar a dor dos outros como forma de entretenimento.

Não estou desmerecendo a dor dos outros, que é sim grande e verdadeira, mas ficar acompanhando as notícias pra descobrir quem foi o assassino, que o engenheiro não tinha diploma, que o posto de gasolina não tinha alvará, como foi que o avião caiu, tudo isso é muito mórbido pra mim.

Dos Absurdos que as Pessoas Falam

Gosto muito quando vejo as pessoas falando absurdos sobre coisas que conheço bem.

Quando acham que analistas de sistemas consertam computadores, quando acham que todo budista pensa que pode reencarnar como um leopardo, quando falam que a propriedade dos cartórios é hereditária, quando falam que nunca viram macaco virando homem.

Nessas horas, quando vejo o quanto essas pessoas ignoram como são totalmente furadas as suas pretensas certezas, eu olho pra dentro. Humano e falho como sou, reconheço que estou no mesmo barco e me pergunto: quais das minhas certezas são furadas?

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Um moleque ganancioso fica doido que o pai morra para poder mandar no reino. Seu tio mais interesseiro ainda mata o irmão e faz o moleque se sentir culpado e meter o pé dali. Enquanto o tio destrói o reino, o garoto é criado por um casal homossexual. Sua irmã foge do reino depois do tio tentar agarrá-la e eles acabam se encontrando. Ele volta, dá um couro no tio, torna-se rei, casa com a irmã e tem uma filha com ela.