Crônica: Carta de Despedida a um Amigo à Beira da Morte

Meu querido amigo,

Nós estivemos juntos por exatamente um ano, e hoje você está na condição que está. Antes de mais nada quero que você, estando de partida, saiba que jamais será esquecido, dada a sua importância e impacto na minha vida.

Foram muitos os momentos de vitória: tive a minha colação de grau, a aprovação em um concurso, o lançamento do meu livro, aplausos na apresentação no Festival de Cultura, o nascimento de uma nova prima e a quase-certa confirmação do início da minha pós-graduação. E além destes, muitos foram também os bons momentos. Ao seu lado vi o mar de Rio das Ostras nas férias e o mar de gente no show do The Police no Maracanã, conheci lugares novos, pessoas novas e artistas novos.

E quantos passeios, praias, feiras, festas, shows, caminhadas. Quanta história pra contar durante anos, e tudo graças à sua presença. Dois dos meus melhores amigos se casaram e eu estava lá, ao lado deles. Desci montanhas e subi morros, pedalei quilômetros e mergulhei fundo.

Infelizmente, nem tudo são flores. Perdi uma tia querida e um grande amigo. Que falta fazem! E o que dizer das lutas no cartório? Com todas as bobagens que a Corregedoria anda inventando, o que não faltou foi suor na testa, diante de tanto serviço pra fazer. Quantas noites raladas naquele cartório fechado e quente. Graças a Deus tive ajuda. Mas mesmo estas lutas tornaram este tempo juntos ainda mais inesquecível, pois elas trouxeram um aprendizado que são dá pra avaliar.

Torço para que seu sucessor traga tantos bons momentos quanto você trouxe.

Então, meu amigo 2007, descanse em paz no céu dos anos passados.

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A todas as minhas leitoras, um feliz 2008. Que o Senhor as abençoe em todos os 366 dias que vêm pela frente.

As 18 músicas que marcaram meu ano (atualizado)

Todo início de ano eu gravo um cd com as músicas que marcaram o ano anterior. Como 2007 já está praticamente no fim e acho difícil alguma música entrar pra lista, segue aqui as que mais fizeram sucesso nas minhas caixas de som.

Our Memories (Ben Barden): Descobri o Ben Barden por acaso (já falei dele aqui) e esta música é uma de suas melhores. Lembra muito as fugas de Bach.

In a Manner of Speaking (Nouvelle Vague): Nouvelle Vague está mais para projeto artístico do que para conjunto pois as pessoas que fazem parte dele estão sempre mudando. Eles pegam músicas antigas e dão a elas uma roupagem mais light, estilo jazz e até mesmo bossa nova. In a Manner of Speaking é do Depeche Mode, original que não conheço. Mas a regravação ficou 10.

Ghita (Cleopatra Stratan): A bonequinha romena que gravou um disco aos 4 anos de idade fez sucesso por aqui no início do ano. Três músicas tocaram muito, mas só o single Ghita entra para a lista.

Panic Attack (Dream Theater): Graças ao Thiago Verde descobri o excelente disco Octavarium, de onde saiu este rock porreta, de tempo quebrado, cantado rápido e que tem até final falso.

Eu Quero Ir Pra Lá (Jozyanne): O disco Eu Quero Ir Pra Lá merece de longe o título de melhor disco do ano, e nada mais óbvio que sua música-título estar nesta seleção.

Brian Wilson (Barenaked Ladies): Conheci o grupo graças às sugestões automáticas da last.fm e esta música entrou de primeira na lista das mais ouvidas, pois grudou logo na primeira audição. Parece que é uma música lenta mas a bateria surge freneticamente do nada e ela se transforma. O final é apoteótico.

This Town (Elton John): Saída do disco Ice on Fire, é uma música do segundo ou terceiro escalão da carreira de Elton John, mas que aqui entrou para o panteão das melhores. Nada como uma música dançante com metais.

Descobrir o rei Roberto foi uma das melhores coisas deste ano, tanto que três músicas entraram para esta lista:

História de um Homem Mau (Roberto Carlos): Entra pra categoria "músicas contam uma história de um jeito que você vê a cena acontecer na sua mente". É a história do valentão que é desafiado e que no final... bem, ouça para descobrir.

Nasci Para Chorar (Roberto Carlos): Um depressivo chorão conta sua vida de tristezas. Um rock simples e das antigas mas bom pacas. Tem um backing vocal maneiríssimo.

Você Não Serve Pra Mim (Roberto Carlos): Resumindo bem a letra da música, ela diz "aí, mulé, a gente é muito diferente, cai fora, porra!". Lulu Santos deve ter se inspirado nela quando compôs "Assim Compôs a Humanidade", pois ambas expressam o mesmíssimo sentimento.

El Fuca Vermejo No Me Atropellará Jamás (MegaRex): Era apenas uma música bem humorada de uma banda desconhecida que estava abrindo o show de uma outra banda um pouco menos desconhecida, no Circo Voador, mas chegou e ficou, fazendo mais sucesso que a atração principal.

Taking Chances (Celine Dion): Faixa título e primeiro single do novo disco de Celine Dion, é uma de suas melhores.

Can't Stand Losing You (The Police): Dentre as músicas do grupo, já era a que eu mais gostava, mas depois do momento orgásmico no show no Maracanã, fincou lugar certo na lista.

Graffiti (Inmigrantes): Esta banda argentina ainda está se tornando conhecida no Brasil e seu disco está recheado de excelentes músicas pop-rock. Graffiti é uma delas. Agradecimentos à Fabiane Lima pela dica.

Sound Scientist (Bill): Ainda estou pra descobrir mais sobre esta banda que fez uma das melhores músicas do ano. Sound Scientist mistura tudo que eu gosto: levada rápida, canto estupidamente rápido mas claro, piano, solo de metais e uma seção instrumental dançante e enorme.

Basque (Elton John): Aparentemente, esta música nunca foi lançada oficialmente em lugar nenhum, mas ainda assim ganhou um Grammy. Merece facilmente, mas muito facilmente mesmo, o título de melhor música instrumental do Elton John. É uma das melhores instrumentais que já ouvi, no nível de Greensleaves (anônimo), Peaceful Days (Chrono Trigger) e As Quatro Estações (Vivaldi).

Where To Now, St. Peter? (Elton John & Ann Wilson): A versão original desta música, do disco Tumbleweed Connection, 1970, já era uma das que eu mais gosto do Elton John. Quando ouvi esta regravação feita este ano, transformada num rockão fuderoso, soube de primeira que iria ouvi-la durante meses a fio.

Sexo e Luz (Gal Gosta): O título de melhor música vai para esta da esquecida Gal Costa. Sexo e Luz é uma declaração de amor muito foda, com um refrão de levada diferente de tudo o que já ouvi, um instrumental impecável, simplesmente perfeita. Lembro claramente de quando a escutei pela primeira vez: eu estava lendo um livro, ela começou a tocar e quando o refrão estourou já não havia mais livro, não havia mais visitas, não havia mais nada, só ela, que não pára de tocar há uns quatro ou cinco meses.

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Atualização: Disponibilizei as músicas para download

Os 9 melhores vídeos que vi este ano

Segue aí uma pequena seleção com os nove vídeos que mais me divertiram / impressionaram / emocionaram em 2007.

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Não sou muito chegado a clipes, mas este aqui é fodão demais. Um take único e gigantesco, que é reproduzido pra frente e pra trás ao mesmo tempo. O incrível é que as cenas batem. Procure que tem o making of.



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Não é à toa que acho Elton John um músico genial. Olha o que o cara fez com um manual de forno de microondas.



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A princípio, parece que o carinha está fazendo apenas mais uma versão banal de uma música conhecida. Mas ele vai além, e deixa o queixo de qualquer um estatelado no chão. Conheçam Jake Shimabukuro.



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Ainda sobre música, um vídeo de algo que ainda vou procurar saber mais: Animusic. Simplesmente genial. Imagina um negócio desse de verdade, na sua frente?



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Quem já ficou em ponto de ônibus tarde da noite ou de madrugada vai se identificar bastante com este vídeo. É a mais pura verdade.



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Se no começo este vídeo parece engraçado, a coisa muda no meio do caminho e a mensagem final te pega no contrapé e dá o que pensar. Este eu mostrei para umas amigas, que mostraram ao seu pastor, que por fim chegou a usar em uma palestra na igreja.



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Já falei dele aqui há poucos dias, e sem dúvida merece entrar na lista. "Laços" é um soco no estômago, graças à rasteira que ele nos dá no final.



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Um dos mais divertidos, de me fazer chorar de rir, são estes dois moleques dançando a música do Crazy Frog. Veja pelo menos duas vezes, prestando atenção em um deles de cada vez. Impagáveis.



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E, finalmente, o vídeo que fez mais sucesso aqui em casa. Muito engraçado, muito bem bolado, muito bem feito. Choro de rir toda vez que vejo. E não paro de cantarolar a musiquinha. A melhor parte é a reação do boneco quando o músico se empolga.



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E você, querida leitora, tem algum bom vídeo para compartilhar?

Os 9 melhores posts do Sarcófago em 2007

Se você não leu ou leu e quer relembrar, cá estão os nove melhores posts publicados este ano aqui no Sarcófago, escolhidos por mim mesmo. Se você acha que faltou algum ou que um deles não merece estar aqui, solte a voz.

Amadores e Profissionais: tradução de artigo que fala sobre a falta de preparo em profissionais de informática (mas que se aplica a qualquer ramo)

As Mulheres e a Lógica: uma dupla de diálogos que mostra que as mulheres, às vezes, desconhecem completamente a existência da lógica.

Autodidatismo: testemunho da minha vida de autodidata. Talvez a melhor coisa que escrevi este ano.

Escolha Como Você Será Lembrado: tradução de artigo que trata de um assunto desagradável para muitos: a morte.

O Namoro da Minha Melhor Amiga: crônica.

Onde Fica o Ponto de Partida?: questionamentos sobre o início da vida de um bebê.

O Papa, o Molusco e o Ensino Religioso: elogio ao presidente Lula e opiniões sobre o ensino religioso nas escolas.

Show Trocado: crônica.

Use Melhor o Teclado: dicas de como usar o teclado para ser mais produtivo na frente do computador.

Apresentação no Festival Cultural

Nesta sexta, dia 21/12/2007, escritores e poetas cachoeirenses vão se apresentar no Festival Cultural. Estarei lá e lerei minha crônica Conto de Fadas.

Vai rolar a partir das 19:00 no Centro Cultural, ao lado do Colégio Alberto Monteiro.

Se você ainda não comprou meu livro, Trabalho em Cartório Mas Sou Escritor, será a oportunidade perfeita para levar o seu pra casa autografado.

Mais um oferecimento Os Viralata.

Reforma de Casa

Desde poucos meses depois do falecimento do meu pai, em 2005, venho travando uma batalha árdua contra a minha paciência e provando que meu coração, apesar de já combalido, ainda agüenta bem o tranco: estou reformando minha velha casa.

E de tudo o que já aprendi, a maior lição de todas é: todo castigo pra inexperientes é pouco.

A partir de hoje, volta e meia vou publicar algo sobre as minhas amargas experiências no ramo das reformas. Que sirva de dica para quem vai passar por isso e de consolo para quem já está passando: vocês não estão sozinhos.

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A primeira lição que posso ensinar é: se a casa a ser reformada for muito antiga e a reforma for grande demais, a ponto de você ter que deixar a casa vazia, é melhor jogar tudo no chão antes de começar. Por mais que pareça prático ou barato manter algum pedaço da casa antiga, a verdade está bem distante desta crença. Eu cometi este erro ao aproveitar algumas paredes, a laje da antiga cozinha e outros detalhes.

Ao não tirar a laje antiga, tive problemas com a altura do resto do primeiro andar, já que para seguir a velha laje o pé direito ficou com menos de três metros de altura, que é a medida ideal para um sujeito alto como eu. Além disso, a junção das duas lajes deixava vazar água o tempo todo sempre que chovia. Este problema do vazamento só foi solucionado recentemente quando foi colocado o piso.

Ao aproveitar paredes antigas e mal feitas, gastei muito com emboço para colocá-las no prumo. Além disso, com um enchimento aqui e outro ali, algumas paredes ficaram com absurdos 30 centímetros de espessura. Como se não bastasse, as paredes antigas estavam fora de esquadro, problema que se alastrou por toda a casa, inclusive nas partes novas. Por fim, como as colunas feitas na reforma seguiram o desenho das paredes antigas, elas ficaram desalinhadas. Este desalinho geral não pára de trazer problemas: as pias dos banheiros, por exemplo, não são retangulares, fáceis de desenhar e encomendar, mas sim trapezoidais.

Ao não jogar embaixo o antigo banheiro, unido ao fato de ter colocado um novo contrapiso na casa toda, terei que suspender o vaso sanitário cerca de dez centímetros. Consequentemente a saída do cano que traz água para o vaso, e que passa por dentro da parede, também terá que subir dez centímetros, o que me obrigará a quebrar parte da parede do banheiro. E onde é que eu consigo achar um azulejo igual ao comprado 25 anos atrás? Foi uma sorte do caralho ter encontrado alguns guardados no quarto de tranqueiras.

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Teria sido muito mais fácil jogar absolutamente tudo em baixo, arrancando inclusive o antigo piso, para fazer uma estrutura nova, alinhada e esquadrinhada. Não ter feito isto é o maior dos meus arrependimentos.

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Veja o índice de artigos da série Reforma de Casa

Eu e Minhas Leitoras Maravilhosas

Alguma leitora me fez um grande favor e comprou livros no Submarino entrando pelo Sarcófago e eu ganhei uma comissão. São uns poucos trocados, não dá pra manter o mês, mas pelo menos segura uns cafés da manhã. Ela comprou dois livros: O Monge e o Executivo, que está numa promoção arretada de boa, só R$ 11,00, e O Segredo de Luísa, obra indicada efusivamente por minha professora Bené quando fiz a cadeira de Empreendedorismo na faculdade e um dos livros que fazem parte da minha lista de presentes.

Isso só prova que eu tenho leitoras maravilhosas. Obrigado, minha querida!

E você, porque ainda não comprou algo no Submarino e fez seu escritor favorito ainda mais feliz? Ou então você pode dar meu livro de presente para alguém. Ainda dá tempo pro Natal.

Os 10 Melhores CDs que comprei este ano

2007 foi um ano bem prolífico para a minha coleção de CDs. Acho até que foi o ano em que mais comprei cds (gravadoras, faço parte da sua salvação!). Aqui está a lista dos dez melhores, em ordem alfabética.

CássiaRockEller (Cássia Eller): Coletânea de rocks gravados pela Cássia Eller, ao vivo ou em estúdio. Traz Smells Like Teen Spirit, Vida Bandida, Brasil e Hear My Train a Coming.

Chrono Symphonic (Vários): O único da lista que eu não comprei, mas consegui legalmente, pois é disponibilizado gratuitamente para download. Um grupo de fãs do jogo Chrono Trigger fez a trilha sonora para um suposto filme baseado no jogo. A maioria das músicas é só instrumental e ficou ótimo.

Eu Quero Ir Pra Lá (Jozyanne): Uma grande surpresa. Conheci Jozyanne em um culto em Papucaia e, empolgado com uma música, comprei seu disco recém-lançado, com medo de não gostar de tudo. Acabou se tornando um dos favoritos. Já falei sobre ele aqui.

The Number of the Beast (Iron Maiden): Já falei antes que passei parte da minha infância ouvindo rock pauleira, graças aos meus primos mais velhos. Ouvir este disco faz eu me sentir naquela época.

Octavarium (Dream Theater): Conheci este graças ao meu amigo Thiago Verde. Excelente trabalho deste grupo de rock não tão conhecido, em que as músicas se completam, são interligadas. O disco todo é cheio de detalhes interessantes. É uma pena que o meu não tenha vindo com o encarte fuderoso que eles desenharam.

One More Car, One More Rider (Eric Clapton): Disco duplo, registro de um show do deus da guitarra, acompanhado de uma banda competente para cacete. Traz músicas desconhecidas e alguns sucessos eternos, como Layla, Wonderful Tonight e Tears in Heaven.

Príncipe da Paz (Diante do Trono): Décimo CD da série, foi gravado ao vivo na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Passei em frente no dia e parecia o Maracanã no show do The Police. Ainda não cansei de ouvi-lo, mesmo tendo o tendo comprado há coisa de dois meses. A platéia cantando sozinha na faixa Mais Que Vencedor é uma das coisas mais arrepiantes que já ouvi.

Stadium Arcadium (Red Hot Chilli Peppers): Sobre este disco duplo, concordo com alguns que disseram que os caras do Red Hot poderiam ter lançado apenas um, com as melhores dos dois. Seria, com certeza, um dos melhores discos de rock da história. (Oh, como eu conheço rock pra falar assim). De qualquer maneira, que aula de rock é ouvir este disco. Imperdível.

The Captain and the Kid (Elton John): De todos os discos do Elton John que comprei este ano, seu último de inéditas é o melhor, uma obra autobiográfica que em dez músicas dá uma pincelada na história dele junto com o Bernie Taupin nos últimos 38 anos. Traz The Bridge, uma das minhas músicas favoritas entre todas as que ele já gravou.

The Immaculate Collection (Madonna): Coletânea de 1990, com os sucessos de Madonna dos anos 80. Traz as inesquecíveis Material Girl, Into the Groove, Like a Virgin e Crazy for You, entre muitas outras. Dançante quase que do início ao fim.

Crônica: Tráfico de Drogas

- Boa tarde, eu gostaria de falar com o Sr. Mário.
- Pois não, sou eu.
- Sr. Mário, eu sou o delegado Sérgio Valle, da Polícia Federal.
- Sim.
- Entrei em contato com o senhor devido a uma suspeita que temos quanto à sua correspondência.
- Alguma coisa a ver com os cds do Elton John que eu encomendei?
- Não, não. Tem a ver com os constantes pacotes que o senhor tem recebido do indivíduo que responde pelo nome de Branco Leone.
- Mas...
- Nada de mas, Sr. Mário. Apenas me ouça. Há meses meu departamento vem monitorando as correspondências que chegam ao seu endereço, todas enviadas pelo Sr. Branco, sendo algumas com mais de dez quilos.
- Eram meus livr..
- Já descobrimos também que vocês dois andam usando pseudônimos. Branco Leone, na verdade, não existe. É apenas uma fachada para as atividades de Albano Martins Ribeiro.
- Sim, atividade liter..
- E sabemos que Mário Marinato também é um nome falso.
- É meu nome artístico.
- Ah, nome artístico. Assim como Zé Pequeno e Fernandinho Beira Mar?
- Não, n...
- Sr. Mário, fique sabendo que o senhor e o Albano Martins Ribeiro serão investigados por suspeita de tráfico de drogas.
- Não! Não são livros de auto-ajuda! É apenas literatura independente!

Uma Morte Bem Vinda!

Na calada da noite, 34 pessoas se reuniram e assassinaram uma ilustre personalidade brasileira: a CPMF. É isso mesmo: se você ainda não está sabendo, o governo Lula tomou uma porrada histórica e não conseguiu aprovar a prorrogação do maldito imposto, e este só continuará valendo até o fim deste ano. A partir de janeiro de 2008, nossas contas bancárias estão livres.

O Omedi.net e a Folha Online publicaram a lista dos senadores que votaram contra e a favor da CPMF. É melhor guardar esta lista para uma breve consulta nas próximas eleições.

Leia mais no G1
Leia mais no Estadão
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The Police no Maracanã

Pra quem vai lá fim de semana sim, fim de semana não, ir ao Maracanã é uma experiência tão comum quanto ir na padaria da esquina pela manhã, mas para quem só tinha ido uma vez quando era criança e mal se lembra da experiência, o simples fato de chegar de van ao Rio e ver o estádio à sua frente já torna o dia algo especial. Subir a rampa que dá acesso às arquibancadas, então, dá um ar solene à coisa.

Quando você chega na arquibancada e tem a visão maravilhosa do maior estádio do mundo todo pintado e reformado, com um palco gigantesco no gramado, com toda aquela gente ansiosa para o início do show, você tem certeza: este não é um dia como os outros.

Eram seis horas da tarde quando, depois de procurar um bom lugar para ver o show, me acomodei em meu banquinho e pude admirar a beleza do lugar. Ao vivo, o Maracanã me pareceu menor do que quando visto pela TV, mas isso de forma alguma diminui a sua imponência. Pra coroar a situação, São Pedro ajudou, assoprando as nuvens para um canto e deixando o sol brilhar a maior parte do tempo. Pena que não levei minha câmera.

O povo lentamente foi chegando, tomando as cadeiras, as arquibancadas e o gramado. Uns se divertiam dando tchauzinhos para a câmera que filmava o povo e passava as imagens no telão, alguns ligavam para os amigos, para dizer que "cara, estamos no Maraca, cê tá perdendo", e outros tentavam fazer contato visual com amigos que estavam em outras partes do estádio.

Eu, inclusive, ajudei duas meninas e serem encontradas por amigas que estavam no gramado: elas estavam falando no telefone com outras que estavam lá embaixo, tentando em vão, por uns cinco minutos, explicar onde estavam, mas as amigas não conseguiam vê-las. Para ajudar, passei a elas minha bandeira do Brasil. Aos berros e sacolejando a bandeira, finalmente foram encontradas no meio da multidão. Riso geral de quem estava em volta e agradecimentos felizes das moçoilas.

Depois de duas horas de espera, pontualissimamente às oito horas, entram em cena os Paralamas do Sucesso, cantando sucesso atrás de sucesso e fazendo o Maracanã se incendiar. Foi-se uma hora inteira que passou como poucos minutos. A galera cantou junto o tempo todo, pulando e agitando, enquanto Herbert Vianna cantava sucessos como Vital e Sua Moto, Meu Erro, Que País é Esse?, Lanterna dos Afogados e Alagados. Nada melhor para esquentar a noite. Se fosse só por isso, já tinha valido a pena estar ali, mas o melhor ainda estava por vir.

Às nove e meia as luzes se apagaram e a arquibancada ficou de pé e cantou Bob Marley: "Get up stand up / stand up for your rights". Ao fim do coro, Sting, Andy Summer e Stewart Copeland subiram ao palco e lascaram logo de cara Message in a Bottle: estavam com a platéia nas mãos desde o primeiro segundo.

A partir daí, durante as duas horas de show, o The Police esbanjou vigor e energia, mostrando que apesar da idade avançada, ainda são capazes de fazer rock bom, muito bom. Música boa atrás de música boa, a galera não parou de cantar, dançar e bater palmas. Ver de cima a coreografia das palmas da galera do gramado é algo inesquecível.

Algumas das músicas tocadas, não exatamente nesta ordem, foram: Hole in My Life, So Lonely, Reggatta de Blanc, Walking on the Moon, De Do Do Do De Da Da Da, Truth Hits Everybody, Walking in Your Footsteps, King of Pain e Every Breath You Take (esta última com direito as ligações de celular para um amigo - "cara, esta é pra você, ouve isso!" - e para a namorada - "isso aqui tá bom demais, ouve só!").

Outras três músicas que também foram tocadas e que pra mim foram os pontos altos da noite foram Can't Stand Losing You, Roxanne e Every Little Thing She Does is Magic. Nestas eles deram solos fenomenais, botaram a galera pra agitar e cantar ainda mais, e me levaram ao êxtase. Foram três dos melhores momentos da minha vida. Algo parecido com isso, só quando os Stones tocaram Satisfaction em Copacabana. Parece exagero falar isso, mas só estando lá para entender como foram momentos de extrema energia e animação. Nestas três músicas, a impressão que tive era de que os caras do The Police e a platéia tinham feito um acordo: vamos demolir o Maracanã. Pura celebração.

Depois de duas horas de show, com direito a um bis de três ou quatro músicas, mais um bis de uma música (fechando a noite com ar "pra cima", com Next to You), o The Police deixou o palco, me deixando extasiado na arquibancada, num estado tal que levei alguns minutos para deixar a adrenalina baixar. Tomara que lancem um DVD.

Definitivamente, o melhor dia deste ano.

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Leia mais sobre o show no Globo.
Veja vídeos do show no YouTube.
Compre produtos do The Police no Submarino.

É Hoje!!!


Mas, antes, checando pra ver se tá tudo ok:

Biscoitos? OK
Bebidas? OK
Camisa extra? OK
Bandeira do Brasil? OK
Celular? OK
Carteira, dinheiro e documentos? OK
Ingresso? OK

Agora é só contar as horas...

(E enquanto isso, que tal comprar produtos do The Police no Submarino e ajudar a engordar o Natal do seu escritor favorito?)

Project Direct

O Projeto Direct foi uma iniciativa da HP e do YouTube, um concurso de curta-metragens. Dentre os muitos inscritos, 20 foram selecionados pela equipe do projeto e então postos para votação do público, e o vencedor foi o único curta brasileiro inscrito.

Laços, de Flávia Lacerda e Adriana Falcão, foi pra mim um soco no estômago. Só não vou explicar os motivos porque senão estraga a surpresa. Parabéns a elas pelo excelente trabalho. Assista:



O segundo colocado, Gone in a Flash, conta a história de Maria, uma jovem recebe da avó ranzinza a missão de matar o cachorro do vizinho, que insiste em cagar no quintal da casa onde elas vivem. Não é lá essas coisas, mas merece ser assistido graças à beleza de Erin Fede, que faz o papel de Maria.

Já o terceiro, o filme-que-faz-a-gente-ver-como-é-feliz-sem-saberMy Name is Lisa, trata dos perrengues que uma menina passa graças à doença da mãe: o mal de Alzheimer. Assista que é bom.

War in Rio

Sei que minhas leitoras vão dizer que eu não tive infância, mas nunca aprendi a jogar War. Certa vez, numa terra distante, num longínquo ano, alguém tentou me ensinar. Aprendi a jogar para aquele dia e então esqueci tudo como se a partida não tivesse acontecido.

Mas uma coisa como esta me faz ter ainda mais vontade de aprender.

Bem que poderia fazer uma versão online, já que a versão do original já existe.

Se você preferir o jogo de tabuleiro original, que tal comprar no Submarino e ajudar seu blogueiro favorito a engordar o orçamento do Natal?

50 Semanas de Rock

Como eu já comentei há uns meses atrás, ando procurando "estudar" sobre rock, ouvindo tudo o que nunca tinha ouvido, aprendendo sobre bandas antigas e bandas novas, sobre famosos e desconhecidos. E como forma de organizar e direcionar estes "estudos" de forma prática, resolvi fazer de 2008 o ano do rock.

Tirando-se a primeira e última semanas do ano, que serão destinadas às férias e festas de fim de ano, sobram 50 semanas no ano que vem. Em cada uma das semanas vou baixar o cd de uma banda e ouvi-lo exaustivamente durante sete dias. Vou tentar mesclar, como já falei, artistas de várias épocas e de várias vertentes do rock.

Algumas bandas ficam de fora intencionalmente porque eu já conheço um pouco da obra delas: Dire Straits, Iron Maiden, Rush, Guns n' Roses, U2, Dream Teather, The Police, Man at Work, Red Hot Chili Peppers e Pearl Jam.

Já tenho uma lista extensa, de trinta e nove nomes, que é esta aqui:

AC/DC, Aerosmith, Alice Cooper, Beach Boys, Beatles, Black Sabbath, Clash, Cure, Deep Purple, Doors, Eagles, Elvis Presley, Eric Clapton, Foo Fighters, Frank Zappa, Genesis, James Brown, Janis Joplin, Jerry Lee Lewis, Jethro Tull, Jimi Hendrix, Joe Satriani, Kiss, Led Zeppelin, Little Richard, Marillion, Nazareth, Nirvana, Pink Floyd, Ramones, Rolling Stones, Santana, Sepultura, Scorpions, Sex Pistols, Status Quo, Van Halen, Who e Yes.

Ajudem: o que está faltando e o que está sobrando? O que estou esquecendo?

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Mostrem que vocês são leitoras maravilhosas: comprem produtos destas bandas clicando nos links para o Submarino que eu ganho uma comissão bacana. A casa agradece.

Uma semana de Firefox 3 Beta 1

Quarta feira passada, quando começaram a pipocar na rede notícias sobre a primeira versão beta do Firefox 3, decidi arriscar e testar a nova cria da fundação Mozilla. Baixei, instalei e testei durante uma semana. Este artigo mostra tudo o que vi.

O primeiro passo foi fazer o download, que você também pode fazer, bastando visitar a página de downloads do Firefox 3. Já no download me deparei com o primeiro porém desta versão: a falta de uma edição em português. São 21 opções de idioma diferentes, mas o nosso não está lá. Sorte que eu falo inglês.

Seguindo em frente, iniciei o download e então descobri o tamanho da fera: pequenos seis megas e meio, o que é razoável para os padrões atuais. Download feito, parti para a instalação, que é das mais fáceis, sem perguntas cretinas ou complicadas. E o melhor é que ele se instala em uma pasta diferente do Firefox 2, o que permite ter os dois programas na máquina ao mesmo tempo.

Ao executá-lo pela primeira vez, ele importou todos os dados do Firefox 2: favoritos, senhas, organização da tela, opções, temas, plugins, extensões e mecanismos de pesquisa. Quase tudo funcionou perfeitamente, exceto pelos temas, extensões e mecanismos de pesquisa. O único tema que uso, o Qute, parou de funcionar; e de todas extensões, apenas a GMail Notifier continuou trabalhando normalmente. Nem todos os mecanismos de pesquisa foram importados, e surgiram outros que eu não tinha.

Enquanto escrevia este artigo descobri que houve uma atualização para a extensão Flashblock, que voltou a funcionar normalmente.

Com tudo pronto, bastou navegar. A abertura das páginas está um pouco mais rápida e me parece que a definição das fontes e das imagens melhoraram um pouco, mesmo havendo alguns problemas de exibição aqui e ali, como nos botões do Orkut. Segue abaixo uma lista de itens que chamaram a minha atenção.

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Interface: alguns detalhes da interface sofreram uma leve plástica. Quando se abre muitas abas, e aparecem as setas para indicar que existem mais abas abertas além das que já estão na tela, um clique nestas setas faz com que as abas deslizem ao invés de saltar, como antes acontecia. Tudo isso deixa o programa com um ar mais bonito. Senti falta do botão para abrir uma nova aba.

Gerenciador de Downloads: mudou um pouco a interface, trocando seis por meia dúzia. Dizem que agora tem o recurso de continuar downloads interrompidos, mas não cheguei a ter nenhum dos meus downloads cortados ao meio para saber se ele é capaz de continuar de onde tinha parado.

Zoom da Página: agora você pode dar um zoom em toda página, e não apenas no texto. Fazendo assim, as imagens também são aumentadas e o site não perde as proporções. Quando a página está com zoom, a rolagem fica mais lenta, mas isso talvez seja culpa do meu computador, que já pede mais memória há meses. Não é mais possível dar zoom apenas no texto, o que senti falta.

Informações do site: a tela com informações sobre o site está com mais recurso. Agora é possível até mesmo ver os cookies deixados por aquele site em seu computador e vasculhar o conteúdo deles.

Places: "Lugares" é o nome do novo item que surge na barra de favoritos. É um menu que tem seis opções, entre as quais os itens "Páginas Recentemente Estreladas" (veja sobre estrelas logo abaixo) e "Páginas Mais Visitadas". Tem tudo para evoluir e tornar-se um favoritos inteligente. Se assim for, será muito bem vindo.

Estrelas: um novo sistema para favoritar sites está disponível à distância de um único clique. Estando em uma página qualquer, basta um clique em uma estrela localizada na barra de endereço para que a página seja lembrada, sem a exibição de nenhum diálogo de confirmação. Rápido e fácil. Um duplo clique abre uma pequena janela onde é possível digitar mais informações sobre o site e acrescentá-lo em definitivo ao menu dos favoritos. O porém deste recurso é que as páginas estreladas só são listadas nos subitens do "Places", que por sua vez exibem um número limitado de páginas. Se você estrelar páginas demais, vai acabar perdendo as primeiras. É algo bom, mas que deve ser aprimorado.

Reabrir abas fechadas: apesar de estar no menu, o recurso não funcionou.

Troca de teclas do teclado: um bug esquisito que raramente acontece na versão 2 aconteceu umas duas ou três vezes com este beta, que foi a troca da configuração do meu teclado dentro do Firefox. Quando isso acontece, o teclado fica com a configuração de teclado americano, com alguns símbolos ficam em lugares diferentes e sem poder usar os acentos. Para corrigir só mesmo fechando e reabrindo o programa.

Troca de conjunto de caracteres: outro bug esquisito, porém mais comum na versão 2, no qual o Firefox troca o conjunto de caracteres de exibição do texto e passa a mostrar símbolos esquisitos no lugar das letras acentuadas. Para corrigir isso, basta ir no menu View, item Character Encoding, e escolher o subitem Western (ISO-8859-1).

Confirmação de salvamento de senhas: se na versão 2 é exibida uma janela pedindo a confirmação do usuário para que o Firefox memorize a senha digitada em um site, nesta nova versão o Firefox exibe uma pequena barra na parte superior da página, logo abaixo da barra de endereço. Segue o padrão de outros avisos do Firefox, como o de que é preciso instalar um plugin para a visualização de uma página.

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Depois de uma semana de testes, chegou a hora da desinstalação, que correu sem problemas. No meio do caminho até a eliminação do programa, ele ainda me perguntou se eu queria apagar meus dados pessoais e opções armazenadas. Por via das dúvidas eu não deixei ele apagar nada. Ainda assim, depois de terminada a desinstalação eu dei uma verificada e não havia mais nenhuma pasta do Firefox 3. Ao que parece, ele compartilha algumas opções com o Firefox 2, e se eu tivesse apagado os dados teria sofrido um pouco.

Voltando ao Firefox 2, ele voltou a exibir alguns avisos que costuram aparecer assim que você instala o programa e alguns sites não fizeram o login automaticamente na primeira visita. Mas tudo já voltou ao normal.

Conclusão: senti saudades das minhas extensões, mas valeu a pena. Por ser uma versão beta e por não trabalhar com a maioria das extensões disponíveis, o Firefox 3 ainda não é aconselhável para o uso diário e para os usuários comuns, mas já dá mostras que o que vem por aí é de boa qualidade. Dá pra testar sem grandes sustos e sem medo de falhas que possam comprometer o funcionamento do seu computador.

Lançamento de livros da família Os Viralata

Depois dos recentes lançamentos de Alex Castro (sobre o qual já comentei aqui), Luiz Biajoni e do meu próprio, segunda-feira que vem será o lançamento de mais três livros sob o selo Os Viralata:

Marcos Donizetti lança Meias Vermelhas e Histórias Inteiras

Albano Martins Ribeiro (o responsável por tudo isso) lança Incompletos

João Peçanha lança Satie Manda Lembranças


O lançamento oficial vai ser em São Paulo, a partir das 17hs, no BAR GENIAL, Rua Girassol, 374, Vila Madalena. É muito longe pra mim, mas quem puder ir, favor comparecer.

E não deixem de prestigiar a família! Livros bons e baratos assim não tem em outro lugar. Tá esperando o que pra comprar?

Orgulho de ser idiota

Eu sei que é importante a pessoa ter disposição para trabalhar. Há poucas coisas piores do que um babaca que vai pro emprego e tem preguiça de fazer o próprio serviço. Quando entro no cartório de manhã, vou com disposição para fazer tudo o que está na minha fila de espera, atender todos os que param no balcão ou que ligam ao telefone. E faço uma hora extra aqui e ali quando a coisa aperta.

Mas isso não significa que eu seja fanático por trabalho. Acho que a vida aqui na Terra é curta demais para que eu a desperdice trancado em uma sala sem janelas batendo uma escritura atrás da outra e tendo que devorar livros e escrever blogs sobre redes de computadores.

Daí que acho ridículo este tipo de gente que se orgulha de nunca ter tirado férias, que batem no peito e falam com orgulho:

- Eu trabalho desde os treze e nunca tirei férias.

Dá vontade de perguntar "tá, e daí?". São idiotas, que deixam a vida passar enquanto se matam dentro de uma empresa. De que vale tudo isso se você não curte a vida? Pra este tipo de gente, curtir a vida é quase que pecado, e, para elas, tirar férias ou aproveitar uma manhã de sol para caminhar são crimes passíveis de condenação eterna no inferno.

Trabalhar pra mim, é apenas um meio, não um fim. Trabalho não porque acho bonito, mas sim porque é assim que consigo dinheiro para poder viver e curtir a vida. Quanto mais eu puder passar da minha vida lendo bons livros, ouvindo bons discos, passeando por lugares bonitos, melhor.

A Saga do Linux

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que não sou um usuário leigo ou inexperiente. Sei muito bem me virar quando me deparo com um problema no computador e sei procurar ajuda nos lugares certos. Mas esta semana, infelizmente, me dei por vencido.

Eu já vinha usando o Xubuntu há alguns meses, no mesmo computador em que tenho o Windows XP, e nunca tinha passado por problemas sérios. Até que resolvi atualizar para a versão 7.10.

Primeiro, não consegui fazer a atualização automática. Então baixei o cd de instalação.
Não consegui fazer a atualização pelo cd.
Formatei a partição do Linux.
Instalei o Xubuntu 7.10 do zero.
Tudo funcionou perfeito.
Ajustei um monte de configurações de interface do usuário, como cores e ícones.
Perdi a permissão para desligar ou reiniciar o computador!!
Formatei a partição do Linux.
Instalei o Xubuntu 7.10 do zero.
Tudo funcionou perfeito.
Atualizei tudo que tinha pra atualizar, automaticamente.
Mudei a seção de Gnome para Xfce.
Perdi o panel com o botão "iniciar".
Procurei ajuda e consegui uma dica.
Executei um comando no terminal.
Recuperei o painel.
Reiniciei a máquina.
Perdi a placa de vídeo, e só entrava em Low-Graphics Mode.
Busquei ajuda de tudo quanto foi canto e consegui uma dica.
Executei um comando no terminal.
Recuperei a placa de vídeo.
Perdi a permissão para desligar ou reiniciar o computador!!

E você ainda vem me dizer que o Linux está pronto para o usuário comum?

Ah, tá.

Frase da semana

Puxa, Mário, me avisa quando for ter outro evento do seu livro! Anota pra mim o seu telefone.
(uma amiga, confusa sobre quem deveria ligar pra quem)

Eu não sei fazer perguntas

E vejo que não sei fazer perguntas quando as pessoas me perguntam coisas, principalmente sobre outras pessoas. Quando comento sobre um amigo, um cliente, uma professora, as pessoas inundam meus ouvidos com perguntas curiosas, para as quais não tenho respostas, simplesmente porque não me tinha ocorrido tê-las perguntado antes.

E aí, finalmente, eu faço uma pergunta importante, para mim mesmo: por que não perguntei isso antes? A resposta é simples: porque não sei fazer perguntas.

Daí me aparece o site da minha ex-professora Catherine Beltrão (ex?).

Quer dizer, site não, aquilo é mais que site. Deixa eu mudar a frase...

Daí me aparece aquela mesa de bar, um bar que toca Bach, um bar que serve chá de cassis, e responde às perguntas que nunca fiz. E ao ver as respostas para o que não perguntei, vejo o quanto perco, o quanto peco, por não saber perguntar.

Nos cerca de dois anos e meio em que eu e Catherine convivemos eu tive oportunidade de fazer dezenas de perguntas, mas nunca as fiz. E quando li tudo aquilo (tudo não, pois ainda há muito a ler), vi o quanto perdi. E prometo a mim mesmo que de hoje em diante, vou fazer nascer perguntas e perguntá-las-ei.

Eu poderia indicar a vocês a leitura da sua história musical, quando chegou a escrever música para Clara Nunes, ou então que vejam a galeria de mais de cem quadros-retratos pintados por sua avó, mas deixo a descoberta em suas mãos.

Visitem vocês também o site de Catherine Beltrão e descubram que ainda há pessoas cuja história de vida não é apenas "me fudi muito mas venci".

Ah, sim! Catherine, obrigado pela menção. Me senti mais que honrado.

Oito de Dezembro de Dois Mil e Sete

08/12/2007

Maracanã, Rio de Janeiro.

Paralamas do Sucesso + The Police.

Eu vou.

E você?

Segredo de Mágica Revelado

Uma das maiores curiosidades que tenho é a de saber como mágicas são feitas. Eu sei que todas são truques muito simples e que são feitos na nossa cara, sem que a gente tenha mínima noção de quando ou onde o truque acontece. Acho que eu seria capaz até de pagar para descobrir o segredo de certas mágicas.

Eis então que surge esta dupla de mágicos que resolve revelar ao vivo, durante o show, o segredo de uma de suas mágicas. Eles executam o truque duas vezes, sendo que na segunda todas as caixas que eles usam são transparentes. Muito melhor que Mister M.

Detalhe: antes de fazer a mágica pela segunda vez, o sujeito diz: "É daquele jeito que todo mundo faz. E é assim que nós fazemos."

Entreouvido no Cartório

Quase sempre são as duas, mas geralmente é só a do vendedor.
(um colega de trabalho, explicando quais firmas deveriam ser reconhecidas em um documento)

Nada como um orgasmo na hora do almoço

Livro: Liberal, Libertário, Libertino, de Alex Castro

Acredito que a sensação que tive ao ler o livro Liberal, Libertário, Libertino, de Alex Castro, foi a mesma que muitos tiveram ao ler o meu livro Trabalho em Cartório Mas Sou Escritor: deja vu. O motivo é que o livro dele é uma compilação de crônicas publicadas em seu blog nos últimos anos, e por isso mesmo eu já tinha lido tudo antes. Mas isso de forma alguma faz o livro perder pontos: reler tudo aquilo foi uma ótima experiência, assim como será reler tudo novamente daqui a alguns meses.

Confesso que muitas vezes me vejo criticado (e instigado) pelos questionamentos do Alex. Quando ele pergunta, "pra vocês é fácil seguir as regras para poder viver em sociedade?", não é a pergunta em si que instiga, mas sim a afirmação que está por trás dela: "seguir regras apenas para poder viver em sociedade é uma grande besteira".

E não é verdade? Sim, é verdade! Pra que concordar com tudo e falar mentirinhas sociais como forma de não ser mal-visto por todos e fazer papel de bom moço? Há horas em que a minha vontade é chutar o balde e dizer as respostas que realmente passam pela minha cabeça, mas eu cedo à tentação de ser bom menino e falo o que as pessoas esperam.

- Quê isso, dona Maria, seu cachorrinho não está incomodando, não.

Não lembro bem agora, mas arrisco a dizer que todas as crônicas são escritas em primeira pessoa, o que, aliado ao jeito de escrever do Alex, faz parecer com que você esteja sentado em uma mesa de bar com ele. Só falta mesmo a cerveja.

O livro é dividido em quatro grandes blocos: o primeiro é de crônicas variadas, que tratam desde futebol até bananas, além de várias que questionam o comportamento padrão das pessoas, aqueles questionamentos que falei aí em cima. O segundo bloco é o de crônicas que tratam da sua vida de ex-rico, ou da antiga vida de rico, este com ótimas lições de comportamento e atitude, seguido pelo de crônicas sobre a relação entre homens e mulheres, e por fim temos o bloco com as crônicas que ele escreveu durante e depois do desastre do furacão Katrina, narrando toda a sua aventura de fuga da catástrofe (lembra do Katrina lá em Nova Orleans, uns dois anos atrás? Pois é, Alex estava lá.). Olha, se o Oliver (o cachorro dele) soubesse escrever, com certeza poderia escrever um livro de memórias que venderia horrores: o bicho sobreviveu ao olho do furacão!

Enfim, recomendadíssimo, pois o Alex é foda.

Uma coisa que não posso deixar de contar: o livro também é cria d'Os Viralata. Aliás, foi graças a ele que conheci o Albano. Se não fosse o Alex talvez meu livro ainda não existisse (então obrigado, Alex!). Para comprar o seu exemplar, é só dar um pulinho lá n'Os Viralata. Você não vai se arrepender, querida leitora. Só não sei se será a mesma depois que terminar de ler.

O Pequeno Príncipe e os Lifehackers

Estava eu há pouco relendo O Pequeno Príncipe e um trecho me fez lembrar dos lifehackers.

Só pra explicar, lifehackers são pessoas que procuram fazer tudo sempre da melhor maneira possível, de forma gastar o mínimo de tempo com elas. Já inventaram até mesmo uma maneira de tirar a camisa em apenas um segundo.

Com vocês entendendo isso, agora posso mostrar o trecho que me chamou a atenção:

- Bom dia - disse o pequeno príncipe.
- Bom dia - disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas especiais, que saciavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.
- Por que vendes isso? - perguntou o principezinho.
- É uma grande economia de tempo. Os peritos calcularam. A gente ganha 53 minutos por semana.
- E o que se faz com esses 53 minutos?
- O que a gente quiser...
"Eu", pensou o principezinho, "se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar, iria caminhando calmamente em direção a uma fonte..."


A pergunta que me veio é: como será que os lifehackers usam o tempo que ganham? De nada adianta correr com uma coisa se o tempo que você ganha é sub-aproveitado. Conheço muita gente que simplesmente não sabe o que fazer com o tempo livre, e por isso mesmo nunca para de trabalhar.

E há outra pergunta: será que vale a pena ganhar este tempo? Ou: será que não seria mais divertido se certas coisas fossem feitas à moda antiga?

Às vezes, o melhor de uma viagem está na paisagem que você vê pela janela do ônibus.

***

Compre o livro O Pequeno Príncipe
Compre outros livros de Antoine de Saint-Exupery

Coisas que as pessoas confundem 2: conclusão da história com moral da história

O que não falta por aí é gente que usa certas expressões achando que está abafando, quando na verdade está falando uma tremenda bobagem. E a confusão entre conclusão da história e moral da história é uma das coisas que mais acontecem, que canso de ouvir. O cara conta uma história qualquer e no final, emenda:

- Moral da história: quando o show acabou, não havia mais ônibus circulando e voltamos a pé.

Desde quando isso é a moral da história? Isso é apenas a conclusão dela. Moral da história é a lição que se aprende com uma situação qualquer, e sempre tem o ar de ditado. Pra exemplificar, conheçam esta história, que tem uma conclusões e duas morais:

Um passarinho que voava para o sul no inverno foi surpreendido por um nevasca. Pousou em uma fazenda para se abrigar e escolheu a cocheira do cavalo. Já sem forças ficou estirado no chão dando os seu últimos suspiros. Foi então que um cavalo cagou em cima dele. Pensou ele:

- Que destino cruel! Eu estirado aqui e ainda cheio de esterco.

Foi aí que ele notou que a bosta era quentinha, e logo recuperava suas forças. Ficou tão feliz, que se pôs a cantar. Nisso passava um gato, que escutando o canto foi ao monte que o cavalo fizera, achou o passarinho e o comeu.


Moral da história #1: Se você está em um lugar quente, macio e confortável, mesmo que seja um monte de merda, melhor ficar com o bico fechado!

Moral da história #2: Nem sempre quem te tira da merda é pra te ajudar.

Eu acho que esta confusão acontece porque a "moral da história" geralmente é falada depois que a história em si termina, dando a impressão de ser um segundo final, ou O final. Aí a pessoa fica achando que sempre que chega no final da história ela tem que dizer que ele, o final, é a moral.

Frase gastronômica nonsense do dia

Eu não como nada que vem da água.
Só como cascudo, que não come gente e só chupa pedra.

(meu primo tentando explicar porque não come bacalhau)

Coisas que as pessoas confundem: Entender e Concordar

Isso acontece muitas vezes comigo: uma pessoa chega brava, reclamando sobre as atitudes de um cliente, ou sobre o jeito de pensar da namorada, ou sobre as regras de uma loja, ou sobre as normas da Corregedoria, me pergunta porque é que as coisas são assim e, após ouvir a minha explicação, dada com toda a boa vontade, ela passa a ficar puta comigo, como se eu tivesse alguma culpa ou se pensasse da mesma forma!!

O que me parece é que a maioria das pessoas confunde entender o pensamento do outro com concordar com o pensamento do outro.

Entender os motivos que levam uma testemunha de Jeová a não doar sangue para salvar a vida do próprio filho não significa que eu ache isso certo.

Entender o método de avaliação da faculdade não significa que o ache justo.

Entender porque Paula traiu Carlos não significa que eu avalize a atitude dela.

Seria muito bom se estas pessoas pudessem entender que entender o outro é um grande passo para uma convivência pacífica, pois desta forma você é capaz de dialogar com ele de forma mais humana, sem preconceitos.

El dia de hablar portuñol y la banda Megarex




Como hoy es el dia internacional de hablarse portuñol, aprovecho esta oportunidad muy especial para poder compartillar con todos ustedes las informaciones sobre una banda muy interesante y divertida de escuchar quando estás en sua casa sin nada para hacer.

Yo coñeci este grupo musicale cuando fue com mi amigo Thiago Berde y su namoradia hasta el Río de Raneiro hace unas duas o tres semañas, en el Circo Volador, para vermos una apresentación de un otro grupo, tambien muy bueno, en mi pequenita opinión: el Teatro Mágico. Pero yo no estoy aquí para hablar de este grupo, pero si de lo primeiro que hablé antes: Megarex.

Antes de el espectáculo del Teatro Mágico comenzar realmente, la banda Megarex fez su apresentación, y yo puedo hablar-les a todas ustedes que elles son muy ecielentes y competientes en lo que hacen en cima del palco. Elles passan parte de su tiempo hablando bobájenes y piaditas mucho engraciadas, y las lietras de sus canciones también están cheas de cosas engraciadas.

Aínda así, elles saben tocar y cantar muy bien, y alién de esto saben mucho bien como hacer para que las personas guesten e participen activamiente de su apresentación. En el site de elles, usted puede copiar las músicas de el primero disco completamiente de gracia, sin tener que pagar uno reale que sea. Bale mucho la peña tomar un poquito de tu tiempo para hacer las copias de los arquivos e después escotchar-los en el aconchuego de su caza.

Entonces, querida leitora de mio blog, no esperes más nada para escutchar-los. Báje-los todos ahora mismo y divirta-te mucho.

Para tierminar este artículo, voy a contar a ustedes porqué estoy a usar la banda Megarex cómo assunto para hablar del día internacional de hablarse portuñol: es que elles tienen una canción en que la lietra es escritcha en portuñol. Ella está disponíbile en el site de elles, pero yo voy a copiar-la aqui mismo, para que ustedes puedan ya saber como la banda es engraciada.

Ah, sí, una pequeña coisita antes de dejar-les con la lietra: ustedes pueden comprar lo disco de la banda Megarex en el site Submarino. Comprem clicando aqui en el Sarcófago que yo voy a gañar una comissión.

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"EL FUCA VERMEJO NO MI ATROPELLARÁ JAMÁS"

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo no mi atropellará

En San Januario, en Basco y Olaria
Tomei un saco de miho nas cuestas, fiquei muy estresado
Los bastardos perderán el jogo, estava desolado
Y al salir del estadio quase fui atropellado

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo (con él son alto pra caraho)
El fuca vermejo (de onde diablos saliu este carro?)
El fuca vermejo no mi atropellará

La maquina assassina tentou matar me la notche intera
Otros transeúntes foran perseguidos da miesma manera
En la "Plaza De Los Toros", encontrei mi con Helena
Estava muy vistosa poren faltava lhe una pierna

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo (con él son alto pra caraho)
El fuca vermejo (de onde diablos saliu este carro?)
El fuca vermejo no mi atropellará

Suspensiones rebajadas e bancos de cuero "recaro",
Faroles de miha importados y el motor turbinado
Con su ruedas de mahenesia y él son alto pra caraho,
de onde diablos saliu este carro?

Su placa es final ziero, no puede rodar na sexta
Al menos un día estoy a salvo desta peligrosa biesta

El fuca vermejo no mi atropellará jamás
El fuca vermejo (con él son alto pra caraho)
El fuca vermejo (de onde diablos saliu este carro?)
El fuca vermejo no mi atropellará...

Dúvida sobre desigualdade Social

Minha vizinha estava feliz por ter comprado o piso de sua casa, mas reclamou por ele ter sido tão caro: R$ 13,00 o metro quadrado.

Qual é o nome do sentimento que se abateu sobre mim quando lembrei que um dos pisos da minha casa custou R$ 90,00?

Autodidatismo

Esta semana recebi um email de um leitor do Vovó Viu a Rede, meu blog onde escrevo sobre as coisas que aprendo de redes de computadores.

"Olá Mário, admiro muito essa capacidade que poucas pessoas têm de conseguir assimilar coisas complexas "sozinhas" ou seja baseando-se em materiais de estudo, sem necessidade de ir à escola ou algum curso. Ultimamente venho lutando contra a minha preguiça e tento pouco a pouco conseguir desenvolver essa capacidade de ser autodidata, estou desanimado para fazer uma faculdade, pois as instituições pagas são verdadeiras fábricas de dinheiro que oferecem um serviço caro e sem qualidade, e nas instituições públicas além de ter que estudar muitas coisas das quais não gosto para poder entrar, também já ouvi dizer que para sobreviver dentro de uma vc tem de ser praticamente um autodidata. gostaria de saber que tipo de sentimento, estima própria devemos ter para desenvolver a capacidade de ser autodidata? quem sabe vc pode me dar umas dicas para quebrar conceitos e principalmente a preguiça, pois sinto enorme vontade de estudar mas quando começo, logo durmo ou me desconcentro com o pessoal lá em casa. e parabéns pelo blog da vovó venho estudando redes por conta própria desde maio desse ano, e foi aí que me empolguei com esse negócio de autodidata pois sabia menos que nada do assunto se é que isso é possível e hoje já estou brincando com roteadores e programas de simulação de redes em tempo real e acredito que seu blog ou alguma opinião sua possa me ajudar a quebrar alguns daqueles conceitos que atrasam a vida"

Antes de entrar no assunto autodidatismo, devo lembrar ao meu leitor que ele não deve desanimar de fazer uma faculdade, pois esta é uma experiência muito importante para sua vida profissional e educacional. Sim, eu sei que há instituições mercenárias e outras que deixam o aluno à deriva, mas a quantidade de coisas com as quais se tem contato lá dentro são de extremo valor, tanto em relação a disciplinas quanto em relação a pessoas que você conhece. Não desista.

***

As Palavras-Chave


Quanto a como ser um autodidata, seria fácil pra mim apenas enumerar uma série de palavras-chave sobre o assunto: disciplina, força de vontade, método, organização, planejamento, compromisso, etc., etc., mas creio que vale a pena entrar em detalhes.

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Disciplina


O ponto chave de tudo é a disciplina. Não adianta nada você encasquetar que vai estudar redes, ou culinária, ou história, ou mágica, se não tem disciplina. Ainda mais quando você resolve estudar por conta própria, sem ninguém para ficar te cobrando. Quando você está fazendo um curso de espanhol no CCAA, você tem obrigação de estudar para a prova, você tem aquele livro enorme cheio de exercícios em branco esperando para serem feitos antes da próxima aula, senão o professor pode chamar a sua atenção e, pior, você pode ser reprovado e jogar fora todo o dinheiro que gastou naquele semestre. Nestas condições é claro que você vai estudar. Pelo contrário, ser autodidata requer que você pense como professor. Você tem que se dividir em dois, aluno e mentor, e se sujeitar a prazos auto-impostos.

E, não vou enganar ninguém, isso é extremamente difícil de se fazer. Não pense você que eu sou assim com facilidade, não. Eu tenho que exigir muito de mim para não me distrair com sites de piadas ou programas de TV. E muitas vezes perco a luta. O exemplo do espanhol aí de cima não é à toa não.

Eu já cursei espanhol no CCAA e me formei no final de 2003, mas desde então eu nunca mais tive oportunidade de praticar ou estudar mais, o que, claro, fez com que meu domínio sobre a língua fosse definhando. No início deste ano eu me propus a estudar mais e até ensaiei um ânimo: baixei vários arquivos MP3 com áudio em espanhol feitos especialmente para quem está aprendendo e consegui um jeito de ganhar livros em espanhol de graça. Em nove meses só ouvi dois arquivos e li um livro. É bonito isso? Claro que não.

Por que eu não ouvi os arquivos MP3 se eu sempre estou andando com o meu MP3 player nos ouvidos pra cima e pra baixo, sentado no ônibus? Por que eu não li o livro em espanhol que ganhei ao invés de passar horas lendo blogs bobos e sem conteúdo? Porque não tive disciplina. Porque não estabeleci para mim mesmo regras e um método de estudo.

Outro exemplo de estudo que faço na base do autodidatismo e que não tenho tido disciplina é o de teclado. Comprei meu teclado em 2001 e hoje estou no mesmo patamar de cinco anos atrás. Tudo bem que houve o problema das obras da minha casa, o que fez com que eu tivesse que guardar o teclado e esquecer quase tudo do que tinha aprendido, mas, como diz o ditado, desculpa de aleijado é muleta. Recentemente consegui uma maneira de colocá-lo novamente para funcionar, relembrei uma música, mas estou novamente caindo no desânimo. Tudo por falta de disciplina.

Entramos então em uma questão fundamental, que transcende o fato de ser autodidata e se aplica a toda e qualquer situação de nossa vida: como fazer para ter disciplina? O blog Vovó Viu a Rede foi o modo que encontrei para manter o foco nos estudos de rede. Desde o início eu sabia que se eu apenas pegasse o livro para ler talvez eu não fosse muito longe com ele. Fiz então o blog como forma de ter um compromisso: eram ele e suas leitoras que iriam me cobrar de pegar novamente no livro, ler, entender e então escrever um artigo sobre o assunto.

Você precisa, então, encontrar o seu jeito de ser disciplinado. Talvez você deva começar reservando meia hora por dia, e ir aumentando este tempo um pouco a cada semana ou a cada mês. Talvez você deva criar um blog para falar do assunto. Ou então você deva estabelecer metas: vou ouvir um arquivo MP3 toda terça feira; vou ler meia hora por dia daquele livro que está encostado na estante; até o fim do mês eu bordo uma toalha com o nome do meu marido. Melhor ainda, anuncie estas metas para as pessoas e peça para que elas te cobrem. Sabendo que alguém vai te fiscalizar, talvez você realmente estude o que tem que estudar.

***

Estabelecer Metas


Este conceito de definir metas já rende pano pra manga para um artigo inteiro, mas vou dedicar dois parágrafos a ele: é extremamente importante que você defina metas realistas, possíveis, e que tenham um certo quê de desafio para você. Metas impossíveis te fazem desistir: dizer que vai ler um livro por semana quando você mal tem tempo para ler a primeira página do jornal vai te fazer desistir no primeiro dia. Ao contrário, metas muito fáceis te deixam preguiçoso e desleixado: dizer que aprenderá uma música nova a cada seis meses vai te dar aquela sensação de "deixa pra depois que eu tenho tempo de sobra", e no final o tempo acaba e você não fez nada. Repito: estabeleça metas possíveis e levemente desafiadoras, e comemore quando atingi-las. Dê a si mesmo uma gratificação por ter chegado lá, e talvez uma penalidade por não ter conseguido.

Outra coisa importante a se fazer ao definir metas é criá-las de forma que seja possível medir o seu andamento, pois assim você consegue medir o seu desempenho. Se você atingiu a meta e foi além, será que a meta estava frouxa demais? Ou será que você se esforçou de verdade? Se não atingiu a meta, quanto faltou? Por que você não chegou lá? Será que a meta estava além da sua capacidade? Talvez seja o caso de você, no início, estabelecer metas simples, apenas para criar o hábito e impor a disciplina. Com o tempo e seu próprio desenvolvimento estas metas podem se tornar mais ambiciosas. Por fim, aproveito para compartilhar um ditado que sempre me faz lembrar que é preciso ter metas na vida: para um barco que não tem destino, todo vento é a favor.

***

Força de Vontade


De mãos dadas com a disciplina anda a força de vontade. Se você não tem vontade de estudar, nem adianta começar. Por que eu comecei a estudar redes? Porque eu prestei alguns concursos e me ferrei feio nas questões de rede, então eu passei a ter vontade de me dar bem nos concursos. Por que eu comecei a estudar teclado? Porque eu sempre achei o som de piano um som bonito e porque eu quero ser capaz de tocar uma centésima parte do que o Elton John toca, então eu passei a ter vontade de saber tocar teclado tão bem quanto eu digito. E, claro, não basta apenas ter a vontade, é preciso que haja uma força interior que seja capaz de mantê-la viva.

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Sentimentos, Família e Sono


Quanto a sentimentos, sim, há sentimentos que ajudam a manter o ritmo, que ajudam a seguir a disciplina. Um deles é o orgulho. Orgulho de ser capaz de dizer que, sim, é possível aprender alguma coisa quando não se tem tempo ou dinheiro para freqüentar um curso ou uma faculdade. Quando você almeja este orgulho de poder dizer que é capaz de realizar alguma coisa, o caminho até lá fica mais fácil.

E quanto à família que me distrai? - você pergunta. Sim, há este empecilho, com o qual eu também às vezes sofro. E não é só família: é o telefone, é o vizinho, o cachorro, a obra. Certas coisas não dá pra controlar e é preciso acostumar-se com elas, mas com a família é possível haver diálogo. Basta você deixar claro que aquilo ali é realmente importante e que você não pode e não quer ser interrompido. E é preciso mostrar que você realmente está falando sério: mandar todo mundo ficar quieto enquanto você estuda para quinze minutos depois começar a jogar video game não é uma boa.

Por fim, meu leitor cita também que logo que começa a estudar bate aquele sono. Como combater isso? Enfim, temos algo fácil de se resolver. Como já deve ter ficado claro, estudar por conta própria não significa estudar de forma desleixada. É preciso criar um ambiente de estudo. Nada de pegar o livro e deitar na cama para ler. Arrume a mesa, deixe lápis, caneta e papéis de rascunho à mão e leia o seu material de estudo com atenção, sem parar a toda hora para beliscar alguma coisa. Se você vai estudar pela manhã, não acorde, tome café e vá direto para os livros. Antes, tome um banho e se arrume do mesmo modo que se arrumaria se fosse para um curso. Eu faço isso, e ao fazê-lo tem-se uma maior sensação de compromisso. Isso também mostra aos outros que você realmente está envolvido com alguma coisa importante e que não deve ser interrompido por bobagem. Se não te incomodar, uma música tocando também é permitida. Eu só desaconselho televisões e dvds ligados.

***

Conclusão


O importante é você saber que, no instante em que decidir começar a estudar por conta própria, você vai começar uma batalha difícil contra seus piores inimigos: os seus próprios defeitos. Mas eles podem ser vencidos: basta querer.


***


Compre no Submarino e ajude a manter o Sarcófago:
Livros: redes, culinária, espanhol, música
Instrumentos musicais
Video games e jogos

Sobre o nome do meu livro

Sobre o nome do meu livro

Recentemente recebi um comentário aqui no Sarcófago onde o sujeito criticou a escolha do nome do meu livro, Trabalho em Cartório Mas Sou Escritor:

"acho q vc podia ter sido mais criativo ao dar o nome do seu livro, chupinhar coisa dos oturos não é legal, temq ue ser genuino...

André
"

Como o André não disse de quem eu estava chupinhando, sou levado a especular, e acredito que ele seja um dos poucos que sabem que esta frase faz parte da letra da música Metrô Linha 743, de Raul Seixas. O que talvez o André não saiba é que eu não escolhi este nome por acaso: batizei o livro assim porque eu realmente trabalho em cartório.

Há cerca de dez anos, muito antes de eu começar a escrever crônicas ou trabalhar em cartório, eu já tinha ouvido esta música em um cd da Cássia Eller e, acredite se quiser, a frase já tinha chamado minha atenção. Quando, anos mais tarde, eu finalmente fui convencido de que deveria publicar um livro com as minhas crônicas, a frase caiu como uma luva.

Não foi uma questão de chupinhar coisa dos outros, foi apenas de usar a melhor frase possível para a situação.

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Compre cds e dvds de Raul Seixas
Compre cds e dvds de Cássia Eller

A diferença que uma palavra faz

O caçador atirou no pato e acertou na mosca
O caçador atirou no pato mas acertou na mosca

Crônica: Uma Hora e Meia

O que você consegue fazer em uma hora e meia? Saindo de Cachoeiras de Macacu, onde moro, dá pra chegar em Niterói de carro. Ou então, de bicicleta, alguém com boa condição física vai de Cachoeiras a Japuíba e volta.

Lendo devagar, qualquer um consegue ir do início ao fim do meu primeiro livro, Trabalho em Cartório Mas Sou Escritor. Falando nele, você já comprou o seu exemplar?

Lá no cartório, o Thiago, em uma hora e meia, faz o levantamento dos serviços do dia anterior, bate a GRERJ, imprime as folhas do Livro Adicional e faz o envio do arquivo XML para os computadores da Corregedoria.

Em noventa minutos cabem uma partida de futebol, uma prova de maratona aquática dos Jogos Panamerianos e até mesmo a cerimônia de abertura dos Jogos.

Uma hora e meia é o tempo que dura uma aula do CCAA e normalmente é este o tempo que duram as palestras na Estácio. E também é a duração mínima de um culto em igrejas evangélicas.

Noventa minutos é a duração do filme Efeito Borboleta 2, que é, a propósito, uma merda, e também do DVD To Russia with Elton, este sim muito bom. O almoço de domingo lá em casa dura isso, da entrada à sobremesa.

Por fim, uma hora e meia é o tempo que eu consigo ficar esperando para sair do local da prova de um concurso e assim poder levar a prova comigo. É isso que estou fazendo agora.

E ainda dá tempo de escrever uma crônica.

...

E um micro-conto.

...

Aliás, dois.

Programar Pode Atrapalhar Sua Vida

O artigo a seguir é uma tradução autorizada do original Programming Can Ruin Your Life, publicado há cerca de um mês no site Devizen.

Ao contrário do que foi comentado por muitos no texto original, este artigo não tem a intenção de generalizar, e dizer que a vida de quem programa está fadada a se destruir. Na verdade, ele tem apenas a intenção de alertar para um perigo que pode minar a sua vida se você tiver tendências obsessivas.

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O que não falta por aí são artigos exaltando as virtudes de se tornar uma boa programadora. Você terá uma mente afiada, habilidades de abstração e a chance de se tornar rica trabalhando poucas horas por dia. É isso que você sempre ouviu, não foi?

Infelizmente, ninguém fala sobre os malefícios que isso traz. Os efeitos físicos são óbvios: você fica a maior parte do tempo sentada, geralmente em uma cadeira desconfortável com uma postura péssima. Você se entope com comida vagabunda, geralmente cheia de açúcar ou gordura, e bebe litros de café ou refrigerantes para se manter atenta.

Mas não vou falar aqui dos riscos para a saúde, pois como já falei eles são óbvios. Então, do que estou realmente falando? Ser uma programadora muda não apenas seu corpo. Ser uma programadora muda sua maneira de pensar. Você pode ouvir uma programadora dizer: "eu gosto de Python porque é igual o meu jeito de pensar". Será que é isto mesmo ou será que ela aprendeu a pensar em Python? Não importa em qual linguagem você programa, seu jeito de pensar muda, e não há uma programadora decente que negue isso. É por isso que é tão difícil explicar para alguém como você faz alguma coisa, pois, por mais que sua explicação seja clara, você pensa de um jeito diferente. E é esta mudança de raciocínio que pode atrapalhar sua vida.

O perigo mora em aplicar ao dia-a-dia os hábitos e processos específicos da atividade de programar. As mesmas habilidades que fazem de você uma ótima programadora podem te transformar em uma sujeita chata e incompreendida.

Quando você programa, os problemas sempre são resolvidos, basta que você não desista. A solução está lá, em algum lugar, basta tentar e estudar o suficiente que você uma hora consegue. Computadores não são legais? Eles nos dão terreno aberto para descobrir soluções, e você pode tentar quantas vezes quiser. E isto te leva à crença de que uma falha nunca é o ponto final, e que qualquer obstáculo pode ser superado. Mas isso não é verdade na vida real. Você pode até ter uma segunda chance aqui e ali, mas o mundo nem sempre perdoa seus erros e o tempo segue em frente, sem parar.

Ao se deparar com um problema de programação, seu subconsciente vai ficar remoendo aquilo, mesmo quando você não está mais na frente do computador. Talvez seja um algoritmo que você precise criar, ou então dados que devem ser modelados, isso não nos importa agora, mas sua mente não vai deixar o problema de lado e a ficha vai cair durante o banho ou enquanto você vê novela. Só que esta prática pode lentamente se arrastar para o resto da sua vida: cada problema que você tiver vai ser remoído mais e mais em seu subconsciente até chegar o ponto em que você não se concentra em mais nada.

Um programa de computador é maleável: você pode fazer infinitas mudanças, começar de novo, melhorar, mudar e ver o resultado na hora. Mas a vida não é assim. As coisas que você faz geralmente não podem ser desfeitas. As mudanças que você faz podem não ter um resultado imediato. Ou seja, o que falta na vida é o retorno instantâneo dos computadores. Além disso, pode acontecer de suas mudanças serem ignoradas, você pode perder informações, pode ser que ninguém note as coisas que você melhorou.

Programadoras podem se tornar obcecadas pela perfeição. É por isso que elas estão constantemente falando em refazer as coisas, e por isso não resistem às soluções ótimas. E ser perfeita requer ignorar idéias pequenas. Uma programadora pode até mesmo deixar um problema sem solução ao invés de resolvê-lo de forma deselegante. Esta forma de pensar faz com que ela não escreva um programa de pouca utilidade e que tenha vida curta. Só que, mesmo que seja bom ser assim quando o assunto é programação, isso é um problema sério no dia-a-dia. Você não começa a agir enquanto não consegue pensar no melhor jeito de fazer as coisas. E fica paralisada.

A obsessão pela perfeição te leva a uma atitude de sempre pensar no amanhã. A habilidade de antecipar problemas te dá uma grande vantagem pois você não perde tempo programando coisas que mais cedo ou mais tarde se mostrarão falhas, tudo por causa da sua visão curta ou falta de imaginação. Graças a isso, você fica permanentemente imaginando soluções melhores. Se você trouxer isso para o seu dia-a-dia, você vai acabar tentando criar planos mirabolantes para matar todos os coelhos com uma cajadada só, o que será agonizante, pois nem sempre estes planos são possíveis.

Quando você começa a pensar assim, cada detalhe é importante e merece toda a atenção e análise. E vai ficar frustrada quando ver que nem todo mundo pensa assim. Sua maneira de tomar decisões vai, cada vez mais, deixar de ser parecida com a de suas amigas.

O ritmo frenético da informática vai colocar em você um senso de urgência, e você achará que tem que fazer tudo agora, pois amanhã será tarde demais. O fato de trabalhar o tempo todo não vai mais parecer estranho ou ridículo, e você se sentirá culpada em suas horas de folga, pois deveria estar trabalhando. Mas você estará trabalhando: suas mãos podem não estar no teclado, mas sua mente estará.

É linda a história das jovens que constróem uma grande empresa começando a trabalhar na garagem de casa. É muito fácil convencer a si mesma que o sonho está lá fora, basta se esforçar. Mas você deve entender que há muitos fatores que estão além do seu controle. Sorte e tempo são dois deles. Não deixe passar em brancas nuvens a vida que você tem enquanto você busca outra vida diferente. Pascal colocou isso muito bem: "Nunca estamos no presente. Nós antecipamos o futuro, nós achamos que ele demora pra chegar e tentamos acelerá-lo, ou então tentamos reviver o passado pois ele se foi rápido demais. Somos tão burros que pensamos no tempo que não temos e esquecemos do que temos, sonhamos com o que será e não vemos o que já é. Por isso nunca vivemos, apenas esperamos viver. E por sempre planejarmos como ser felizes, nunca o somos."

Programar é o caminho para a ruína? Ou será que apenas aquelas com tendência ao detalhismo e à perfeição se perdem no caminho?

Claro que existem outras características que as programadoras compartilham, mas eu foquei apenas as coisas negativas. Existe sim o lado positivo da coisa. Tudo que foi dito aqui como sendo ruim pode sim ser algo bom se mantido sob controle. Perigosa é a obsessão, não importa onde ela surja. E obsessão por programação não é exceção.

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Veja outros artigos que já escrevi sobre análise de sistemas e afins

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Tetris Pornô

Já tenho esse jogo há tanto tempo que nem me lembro mais onde consegui. Sempre esqueci de colocar aqui no Sarcófago para vocês baixarem. Até hoje. Divirtam-se, mas lembrem: não joguem perto dos seus pais.

Baixem e divirtam-se.

Marconi Escreve, Fausto Copia, o JB Publica

Eu já falei do Marconi aqui antes. Texto bom e humor dez, simplesmente imperdível. Se vocês ainda não visitam não sabem o que estão perdendo. Escrevendo bem do jeito que ele escreve, eu sabia que não demoraria muito para que seu talento fosse reconhecido.

E adivinha só quem foi honrado com um plágio, uma das maiores formas de reconhecimento que um sujeito pode ter? Sim, ele mesmo! O Marconi.

O que aconteceu é que uma crônica dele, Assalto, ótima por sinal, foi parar nas páginas do Jornal do Brasil deste domingo, 30/09, na coluna do Fausto Wolff. Quem é Fausto Wolff? Sei lá, talvez seja só mais um desses que copiam texto dos outros. Leiam a original e depois leiam a sem-verg... digo, a outra. Vai dizer que a cara de uma não é o cu da outra!

Marconi explica tudo aqui e continua aqui. Façam o favor, peguem lá no blog dele os emails do JB e façam o favor de deixar claro que não concordam com essa putaria.

Os Viralata e Meu Livro

Eu estava até um pouco triste por voltar das férias nesta segunda-feira, mas esta notícia aqui já fez a semana valer a pena.

Obrigado ao Albano pela dica e ao Ricardo pela honra.

E você? Já comprou meu livro?