Aventura Solo - Parte I

Vamos começar então com mais uma aventura solo no Sarcófago. Como foi das outras vezes, vocês lêem e colocam nos comentários como vocês querem que a história continue. A opção mais escolhida leva a outra parte da história. Ah, sim, aproveitem para convidar os amigos, meu povo! Iniciemos:

Você é um jovem chamado Johnattan Stephen, que preparou-se para abraçar o sacerdócio desde a morte de sua mãe, em 1412. Após dez longos anos de espera até a maioridade, até que a igreja necessitasse de novos recrutas, até você sentir o chamado divino.

Como seu pai conhecia algumas pessoas importantes dentro do clero, foi relativamente fácil colocá-lo para dentro. Durante três anos você estudou as bases da religião e do sacerdócio, aprofundando-se em conhecimentos como a leitura, a escrita e o aprendizado das escrituras sagradas. Seus esforços não deixaram de ser notados pelos outros padres, e em pouco tempo você foi nomeado delegado de sua província.

Agora, menos de um mês após receber o cargo, você e alguns de seus colegas receberam uma missão: deveriam ir para um mosteiro perto dos Alpes suíços, a Abadia de São Ruterford. O motivo? Estranhos relatos de um padre viajante a respeito de uma criatura alada que teria sido vista sobrevoando a abadia.

Era uma boa chance, contudo, de aprofundar-se ainda mais em seus estudos sobre o sobrenatural; as escrituras guardadas naquela Abadia datam de séculos atrás. Durante vários dias, seu acólito Heitor acompanhou-o até as bases da montanha de Aspen. O clima estava muito ruim, com uma tempestade de neve se aproximando rapidamente. Sua fé estava quase cedendo quando finalmente encontraram as enormes portas do mosteiro de São Ruterford, com a pequena vila de Hampsem a seus pés. Assim que você avista o mosteiro, um arrepio percorre suas contas. Heitor parece estar muito assustado também.

O mosteiro é frio, úmido e escuro, clima agravado pelo frio intenso do inverso alpino. Os monges andam com pesadas roupas feitas com sacos de estopa, botas e alguns com luvas de pele de cordeiro. O chefe do mosteiro é um velho padre chamado Malcolm, que convida-os a entrar.

- Bem vindos, irmãos. Esta casa de Deus também é vossa morada!

Vocês entram e se instalam em algumas dependências para hóspedes, indicadas pelo próprio Malcolm. Com ele estão Harold e Julian, dois outros padres, tão jovens quando você. Harold é alto, loiro, com o rosto coberto de espinhas. Julian é baixinho e gordo, com uma pequena cicatriz na bochecha. As mãos de ambos estão sujas de terra e neve, que eles não se preocuparam em limpar.

- O jantar será servido dentro de minutos. Sintam-se à vontade para andar pelo mosteiro. Após o jantar, eu mesmo os conduzirei a um passeio pelas dependências desta casa de Deus.

- Obrigado - você diz. Heitor parece muito nervoso, até mais do que de costume. Assim que Malcolm sai do quarto de hóspedes, ele arruma suas coisas apressado; parece que vai partir.

- Não fico neste lugar nem mais um instante - ele resmunga, mais para si próprio que para você.

E daí? Vocês deixam ele ir embora ou não? Continuamos no próximo domingo.

Nomes de Profissionais

Há uns meses publiquei aqui duas listas de nomes de profissionais muito engraçadas. Segue hoje uma atualização:

AÍDA LEITE - Criação de vacas
ÁS DE PAUS - Baralhos gays
BRÁULIO P. LUDO - Depilação íntima
CHÁ VASCA - Estimulante sexual
MIKOMI NAKAMA - Garota de programa japonesa
MILA WANDO - Sabonetes
MISS TICKA - Alongamentos
NAOMI RITA - Psicóloga
NASSAU NADAMOS - Dono de sauna gay
ZECA BAÇO - Ginecologista

Livro

Inscrevi uns textos do Sarcófago para serem publicados num livro que a Secretaria de Cultura da minha cidade vai lançar sabe-se lá quando. Se sair vocês vão comprar, não vão?

Apague as Luzes ao Sair

Suas malas estão feitas
Seu armário está zerado
Você diz que vai embora
Pois o amor tá acabado

Procurando nos meus olhos
Nenhuma lágrima encontrou
Pois meu estoque de perdão
Com os anos se acabou

É como um filme antigo
E representas o papel
Você acha que é divina
E que aqui é o mausoléu

Sei que por lá está bem quente
E que aqui chove pesado
Mas amanhã, ao sol nascer
Já serás mais que passado

Você pode até ainda ser bonita
Com este vestido bem rendado
Mas acho que a falha é sua
Se acha que é eu que estou errado

Eu não vou morrer, eu não vou sofrer
O meu coração não vais partir
O carro pode levar, eu não vou atrapalhar
Ah sim, e apague as luzes ao sair
Eu não vou tremer, eu não vou ceder
E de joelhos não vou cair
Se você já terminou, pra cama agora eu vou
Ah sim, e apague as luzes ao sair

Turn the Lights Out When You Leave (Elton John e Bernie Taupin), do cd Peachtree Road
Tradução poética, rimada e fuleira feita pelo Mário

Se Puder Sem Medo

Deixa em cima dessa mesa a foto que eu gostava
Preu pensar que teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que 'inda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola preu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pra eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo o que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como o nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo o que eu não disse e que você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa enfim o que pedia mas pensei que dava

Oswaldo Montenegro

Ajuda Para Quem Precisa de Ajuda

Muita gente chega aqui no cafofo procurando por duas coisas: ou o site da banda de rock Sarcófago ou o jogo do Mário Bros.

Para ajudar estes pobres coitados que, sem destino certo, chegam aqui depois de passar no cafundó do Judas, busquei na internet os links para eles. Então logo, aí no topo da tela estão dois links: um para um site não-oficial da banda e um para uma versão em flash do jogo do bigodudo.

Depois do Esquindô Lelê

Primeiro foi o problema com o servidor da Brasilvision que apagou todos os meus arquivos do Sarcófago. E então, antes que eu pudesse colocar todos de volta na internet, meu HD queimou levando junto TODOS os meus arquivos.

Então tenho alguns pedidos:

1 - Me escrevam, pois perdi o email de todo mundo.
2 - Quem tiver feito o download, ou tenha os arquivos no cache no Internet Explorer, me mande as imagens e os arquivos de som. Principalmente os arquivos de som.
3 - Me digam seus telefones e aniversários e icqs e msns e sites, tudo que for possível.
4 - Me enviem antigos emails que tenhamos trocado, tanto os que vocês tenham me mandado quanto os que eu tenha enviado.

Desde já agradeço.

Por fim, uma consideração carnavalesca importante: não tem pra Elton John, nem pra Djavan, nem pra Celine Dion, nem pro Chico Buarque, nem pra Beethovem, nem pra Arthur Moreira Lima: bom MESMO é uma bateria de escola de samba começando a tocar.

Copiando e Colando

É por causa dessas coisas assim que eu adoro o Confiteor da Teruska:

há uma coisa que sempre me incomodou: o verso do Soneto da Fidelidade que mais ou menos todo mundo usa para dizer que a paixão é efêmera. Já ouvi muita gente repetindo "que seja eterno enquanto dure". Ouvindo pela primeira vez, pensei cá com a minha velha arrogância: "esse negócio tá errado... Vinícius não diria uma coisa tão idiota...tem trem aí." E, é claro, tinha. Os versos são:

"...eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Infinito não tem relação com tempo. Tem relação com espaço. Eterno só tem relação como o tempo. Vinícius não quis o amor imortal, mas infinito. Enooorme! Grandioso. Imenso. Sem medidas. Sem limites. Mas mortal, mortal, mortal. Se assim não fosse como poderia amar infinitamente a tantas mulheres numa vida só?


Ai, ai...