Show: A Vida é Perto, de Olívia Byington

Enquanto passávamos nossas férias de janeiro em Cabo Frio, eu e Sueli aproveitamos para assistir ao show de Olívia Byington, para nós uma completa desconhecida.

Fomos os primeiros a entrar em um teatro que permaneceu não muito cheio, e já demos de cara com ela no palco, se preparando para começar a cantar em seu show intimista, onde há só ela e seu violão. Tivemos o privilégio de sentar pertinho dela, a ponto de poder receber dela um papel no meio do show.

Antes de iniciar a apresentação, contou muitas histórias para a platéia. Mostrou algumas músicas que estavam em seu notebook, falou do seu disco novo, contou piadas, rimos. Chegada a hora, sentou-se no seu banquinho e começou a nos deixar maravilhados.

Com uma voz belíssima e um violão afinadíssimo, sempre contando uma história entre as músicas, Olívia passeou por suas antigas canções, cantou outras de seu disco mais recente, auto-entitulado Olívia Byintgon, e nos brindou com belas versões de várias músicas de outros autores, como a maravilhosa De Qué Callada Manera (dos cubanos Nicolás Guillén e Pablo Milanés) e a clássica Pense em Mim (de Leandro e Leonardo).

Em Cabo Frio não foi possível passar por uma experiência que em outros lugares as pessoas têm: passar pelo camarim da cantora, recheado de fotos de toda a carreira dela.

Depois do fim do show, que contou até com a participação virtual de Seu Jorge, tivemos a oportunidade de conversar com ela no saguão do teatro. Gentil e simpática, Olívia nos ganhou ainda mais.

Se você tiver oportunidade de assistir, não perca. É um show imperdível.

Mitos da Faculdade de Análise de Sistemas: Matemática

Quando falo que me formei em análise de sistemas, a primeira coisa que a maioria das pessoas pergunta é: "ih, muita matemática, né?". Não. Nada mais longe da verdade do que dizer que meu curso é pra quem gosta de matemática, quando esta foi uma das coisas que menos aprendemos.

Dos oito semestres do curso, apenas nos dois primeiros há cadeiras de matemática, e não pense que é nenhuma matemática cabeluda daquelas de fazer Einstein coçar a cabeça, não! Nada disso! Foi basicamente matemática de ensino médio: matrizes, derivadas, limites e coisas do gênero. E, além disso, quase nada que estudamos nestes dois semestres foi aproveitado para o resto do curso ou sequer aproveitarei para o restante da minha vida profissional (a não ser que eu faça programas de cálculos matemáticos, mas aí é outra história).

Claro que fizemos cálculos sim, mas apenas como apoio às outras matérias. Por exemplo, nas aulas de programação, fazíamos muitas contas de áreas e transformações numéricas, mas nada com o intuito de ensinar matemática, mas sim de ensinar os meandros das linguagens de programação. Tivemos também que nos preocupar com planos cartesianos, mas para as aulas de computação gráfica, onde tínhamos que marcar pontos no espaço para desenhar formas complexas e complicadas como triângulos, cubos, quadrados e esferas.

Houve também uma cadeira de estatística, onde fizemos algumas contas, aprendemos sobre médias, modas, coisa e tal, mas, novamente, nada muito cabeludo, e tudo matéria que muita gente estuda no ensino médio. Ah, sim, tivemos uma cadeira de matemática financeira, mas lá estudamos sobre ações, mercado financeiro, coisa e tal. Tudo passando longe daquilo que as pessoas pensam que aprendemos por lá.

Tenho a impressão que aquelas duas cadeiras estão na grade do curso apenas a pretexto de aguçar o raciocínio e preparar nossas mentes débeis para os desafios lógicos que iríamos encontrar pela frente. Mas algo me diz que elas estão lá também para poder cobrar mais duas matérias da gente. Puro embuste.

Para os desavisados, quem estuda muita matemática assim, se não me engano, corrijam-me se estiver errado, é o pessoal que faz engenharia da computação, coisa bem diferente de uma faculdade de análise de sistemas.

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Veja outros artigos que já escrevi sobre análise de sistemas e afins

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Livro: Radical, Rebelde, Revolucionário, de Alex Castro

Para você que tem acompanhado as últimas notícias sobre Cuba, apimentadas com a recente renúncia de Fidel Castro, tenho uma ótima dica de leitura: o livro Radical, Rebelde, Revolucionário, de Alex Castro.

Ele passou um mês lá em Cuba para estudar e aproveitou o tempo para escrever um livro contando as coisas que viu. Não vá pensando que este é um livro de viagens onde você conhecerá um pouco mais dos pontos turísticos de Cuba. Longe disso. Ele conta, na verdade, muito do dia a dia dos cubanos, relatando situações corriqueiras nas quais Alex se envolveu.

Em pouco mais de 150 páginas e quase 50 textos é possível conhecer um pouco sobre a bagunça que é o sistema monetário de lá, seus problemas sociais e o comportamento de seus habitantes. Em alguns textos, na verdade, você não fica conhecendo Cuba: você fica, na verdade, com as mesmas dúvidas de Alex.

De bônus, o livro é recheado de belas fotos.

Editado exclusivamente em formato digital, você pode comprar o livro através do site Os Viralata. E se quiser uma prévia, pode também visitar o blog do livro, que contém trechos de vários textos, inclusive com alguns liberados na íntegra.

Não perca. E viva a revolução!

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Conheça também o blog de Alex Castro, que se mudou recentemente para o Interney Blogs.